Turquesa II

Operação do SEF combateu tráfico de seres humanos

Operação do SEF combateu tráfico de seres humanos

Detetados passaportes falsos e cidadãos impedidos de permanecer no espaço europeu. Interpol coordenou ação que identificou, em 32 países, 96 vítimas.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), com a colaboração da GNR, Polícia Judiciária e PSP, identificou vários cidadãos estrangeiros impedidos de permanecer no espaço europeu. No âmbito de uma operação de combate ao tráfico de seres humanos, coordenada pela Interpol, também detetou passaportes falsificados e apreendeu sete quilos de canábis.

A operação, denominada de Turquesa II, fiscalizou, entre 27 de novembro e 3 de dezembro, todos os voos oriundos da América Latina que chegaram ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A fiscalização levada a cabo pelo SEF incidiu, ainda, nos cinco Centros de Cooperação Policial e Aduaneira existentes em território nacional. Em Quintanilha, Vila Formoso, Tuí, Caia e Castro Marim foram controlados centenas de automobilistas que se preparavam para atravessar a fronteira.

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Ao longo de toda a operação, os inspetores do SEF não identificaram nenhuma vítima de tráfico de seres humanos, nem elementos ligados a organizações que se dedicam a este crime. Detetaram, contudo, vários passaportes falsos e sete quilos de droga.

Já a nível internacional, a operação Turquesa II terminou com 96 vítimas de tráfico de seres humanos e 3523 migrantes ilegais identificados. Nos 32 países envolvidos, foram detidos, de igual modo, 204 criminosos. A Interpol anunciou que foram efetuados cerca de 50 mil controlos em pontos de fiscalização fronteiriços. Num deles, situado no Panamá, foi detido um homem suspeito de estar envolvido num homicídio, no México.

Migrantes torturados

No México, as autoridades prenderam o líder de um grupo dedicado ao contrabando de migrantes cubanos. Estes eram transportados em lanchas rápidas e, uma vez no México, os eram sequestrados, ameaçados e torturados.

Exploração sexual

As quase cem vítimas de tráfico humano foram identificadas e resgatadas no Brasil, Chile, República Dominicana, Uruguai e Espanha. Cerca dos 30 detidos estão ligados, também, à exploração sexual de mulheres migrantes.

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