Açores

Operário ciumento agrediu, violou e sequestrou ex-namorada

Operário ciumento agrediu, violou e sequestrou ex-namorada

Um operário da construção civil agrediu, violou e sequestrou a ex-namorada. Os crimes foram cometidos nos Açores, no final da semana passada, após o também mecânico de automóveis em part-time ter atraído, ao fim de um ano de perseguições e tentativas de controlo motivadas por ciúmes, a vítima à sua oficina

O casal, ela com 40 anos e ele com 43, manteve uma relação amorosa durante cerca de três anos. Contudo, há um ano, a mulher colocou um ponto final no namoro, causando o desagrado do companheiro. O operário da construção civil, que nos tempos livres arranjava carros, nunca aceitou o término do relacionamento e, ao longo do último ano, forçou o contacto com a antiga namorada. Perseguia-a e tentava controlar todos os seus movimentos para evitar que iniciasse um novo namoro.

Sequestrada durante toda a noite

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Durante a separação, a violência foi crescendo ao ponto de, no final da semana passada, o operário da construção civil ter engendrado um plano para atrair a vítima à oficina improvisada, que usava para arranjar automóveis no final do dia de trabalho. Alegou, então, que queria falar com ela sobre um carro de um conhecido da vítima e, sem saber o que a esperava, esta aceitou o encontro.

Ao final do dia de sexta-feira da semana passada, já no interior da oficina, os antigos namorados iniciaram uma discussão, motivada pelos ciúmes do operário da construção civil, que levou a que a mulher fosse agredida. Em seguida, e sempre sujeita a violência, a vítima foi violada.

Não satisfeito, o agressor sujeitou a ex-namorada a atos humilhantes ao longo de toda a noite em que a manteve sequestrada. Só às primeiras horas da manhã seguinte é permitiu que a vítima abandonasse a oficina e regressasse a casa.

Pena suspensa por violência doméstica

Ainda lhe pediu para manter segredo sobre os crimes que tinha cometido e a mulher, com medo da reação do agressor, concordou em manter o silêncio. Porém, logo que foi possível, foi contar às autoridades o que tinha sofrido e apresentar queixa.

Nesta segunda-feira, a Polícia Judiciária deteve o também mecânico que, depois de interrogado pelo juiz, foi posto em prisão preventiva. Para esta decisão terá contribuído o facto do detido estar a cumprir uma pena de prisão, suspensa na sua execução, por violência doméstica cometida contra outra parceira.

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