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Paulo Guichard, ex-administrador do BPP, entrou na cadeia de Custóias

Paulo Guichard, ex-administrador do BPP, entrou na cadeia de Custóias

Paulo Guichard, ex-administrador do BPP, que foi condenado em vários processos ligados ao banco, foi detido esta quinta-feira.

Guichard, apurou o JN, foi detido pela Polícia Judiciária à chegada do aeroporto do Porto, onde tinha chegado vindo do Brasil, e posteriormente levado para a cadeia de Custóias.

É um ex-administradores do Banco Privado Português (BPP) condenados pela gestão criminosa da instituição financeira, e tinha-se demarcado de João Rendeiro, que fugiu à Justiça portuguesa.

Em comunicado, a Polícia Judiciária confirmou a detenção, referindo que esta relacionada com condenação "a uma pena única de quatro anos e oito meses de prisão efetiva pela prática de seis crimes de falsidade informática e um crime de falsificação de boletins, atas ou documentos."

O JN noticiou, esta quarta-feira, que tinha comunicado ao tribunal que iria deixar o Brasil, onde se radicou há dez anos, para regressar a Portugal. Guichard, de 61 anos, foi punido a um total de 17 anos e quatro meses de prisão em três processos distintos e tem aguardado em liberdade o trânsito em julgado das decisões.

"Perante o enorme abalo social provocado pela fuga do arguido João Rendeiro [ex-presidente do BPP] e as suspeições públicas que de imediato se fizeram sentir sobre o risco de ser o próximo arguido deste processo a subtrair-se à Justiça, é intenção do arguido Paulo Guichard passar novamente a residir em Portugal", garantiu, num requerimento a que a Lusa teve acesso, o seu advogado, Nuno Brandão.

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"O imediato regresso do arguido a Portugal [...] é a prova provada de que tenciona não se subtrair à Justiça nacional", acrescentou.

A informação foi prestada no âmbito de outro processo, em que Paulo Guichard tinha sido convocado a comparecer, às 14 horas desta sexta-feira, em tribunal, para eventual alteração da medida de coação de termo de identidade e residência a que está sujeito num dos processos.

O antigo gestor de fortunas comprometeu-se ainda a entregar o passaporte antes daquele agendamento, indicando a morada onde irá passar a viver, no Porto. Assegurou, igualmente, que não se oporá ao pedido feito à juíza pelo Ministério Público para que fique proibido de sair do país.

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