Justiça

Pedidas "penas pesadas" para GNR e família acusados de burlas

Pedidas "penas pesadas" para GNR e família acusados de burlas

O Ministério Público (MP) de Guimarães pediu esta quinta-feira a condenação de Sérgio Ribeiro, militar da GNR a ser julgado por burlas, a uma pena não inferior a 12 anos de prisão, mais um do que o pedido para a mulher do guarda, candidata a juíza, e para o pai, também implicados no caso. Para a mãe, igualmente arguida, o MP pretende a condenação a dez anos de cadeia.

Os quatro estão a ser julgados por burlas a idosos e branqueamento de capitais, num esquema em que pediam dinheiro a idosos para manter uma vida de luxos. O pai usava o argumento de que as verbas seriam para livrar o filho da prisão devido a um suposto problema com a justiça. Desta forma terão conseguido cerca de 400 mil euros que, segundo a acusação, Sérgio e a mulher usaram para levar uma vida de luxo.

A procuradora da República acredita que foi Sérgio o "mentor" do esquema "sempre com a ajuda da mulher", tendo levado os pais a pedir dinheiro emprestado para financiar "uma vida luxuosa e até megalómana". E também tem a firme convicção que a mulher de Sérgio, Soraia, sabia da "forma ilícita de onde provinha o dinheiro que sustentava a vida de luxo".

Dadas as profissões do casal e a falta de arrependimento, o MP considerou a "culpa intensa", pedindo "pena pesada" para todos. Quanto à mãe do militar, Jovita, considerou que além de receber quantias na sua conta bancária também participou em pedidos de empréstimo.

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