Santa Maria da Feira

Pena suspensa para mulher acusada de agredir idosa com martelo e vaso

Pena suspensa para mulher acusada de agredir idosa com martelo e vaso

Tribunal da Feira aplica pena de um ano e sete meses e não quer arguida na cadeia. Diz que lesões foram leves.

A mulher que agrediu uma vizinha idosa com um martelo e um vaso, em janeiro de 2020, foi condenada esta sexta-feira pelo Tribunal da Feira a uma pena de prisão de um ano e sete meses de prisão, suspensa por igual período.

A arguida respondia por introdução em lugar vedado ao público, roubo na forma tentada, ofensa à integridade física qualificada e coação agravada. Contudo, foi absolvida do crime de introdução em lugar vedado ao público; e o crime de roubo qualificado na forma tentada passou a crime de furto, também tentado.

O tribunal aplicou então uma pena única de um ano e sete meses de prisão, que suspendeu, dispensando-a mesmo de regime de prova. A arguida acordou ainda pagar uma indemnização de 2500 euros à vítima, Maria Reis, hoje com 70 anos.

"Trata-se de uma pena adequada", comentou o advogado de defesa, Filipe Soares Pereira. O jurista considera que as alterações de alguns dos factos da acusação "foi de acordo com a realidade e a pretensão já feita na sua contestação.

Voltou para pedir perdão

O tribunal deu como provada parte das agressões contra a idosa, inclusive com um martelo e um vaso na cabeça. Considerou, no entanto, que estas não foram exercidas com particular violência, nem durante o período de tempo descrito na acusação. De resto, não resultaram das mesmas ferimentos graves, concluíram também os juízes do Tribunal da Feira, dando ainda por provado que a arguida foi à casa para furtar bens e não agredir a idosa .

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Segundo a acusação, Maria Reis foi agredida no pátio da habitação pela vizinha, que empunhava um martelo. Depois de derrubar a vítima, a agressora pegou num dos vasos que ali estavam e bateu com o mesmo na cabeça dela e tapou-lhe a boca para que não gritasse.

As agressões terão parado após outra vizinha ter ouvido os gritos de desespero da idosa. A arguida pôs-se em fuga, mas voltou, minutos depois, para pedir desculpa.

Em julgamento, a arguida alegou que não estava à espera de encontrar ninguém na casa. A sua ideia era apoderar-se de algo, pois passava por dificuldades financeiras, justificou mulher, alegando ainda que não era sua intenção agredir a idosa.

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