Segurança

Polícia agredido com pontapé na cara no aeroporto de Lisboa

Polícia agredido com pontapé na cara no aeroporto de Lisboa

Agente da PSP estava a controlar embarque de voo para os EUA quando foi atacado por passageiro estrangeiro. Sindicato teme que agressor saia do país sem compensar vítima e exige julgamentos sumários para casos semelhantes

Um polícia foi agredido com um pontapé na cabeça, por um passageiro estrangeiro que, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, se preparava para embarcar num voo com destino aos Estados Unidos da América (EUA). O caso violento ocorreu na noite do último domingo e o agente da PSP, de 45 anos, teve de ser encaminhado para o hospital. Já o agressor, que fez escala em Lisboa após um voo oriundo do Senegal, foi detido e só na terça-feira será interrogado pelo juiz.

O sindicato a que o polícia pertence teme que, como noutras situações, o agressor saia do país sem ser julgado e sem pagar qualquer indemnização.

Segundo o JN apurou, tudo aconteceu quando se preparava o embarque de um voo para os EUA. Contrariamente ao que acontece com outros destinos, os embarques para a América, inclusive a monitorização das bagagens de mão e a revista corporal, são controlados por agentes da PSP e não por seguranças privados. E foram os polícias de serviço que, por razões logísticas, ordenaram, a determinada altura, que os passageiros se deslocassem do local onde estavam para outro espaço.

Nesta ocasião, um viajante protestou e recusou cumprir a ordem policial. Também deixou cair o telemóvel ao ser-lhe dada voz de detenção e, quando este se baixou para apanhar o aparelho, atingiu o agente com um pontapé na cara. O polícia sofreu ferimentos que o obrigaram a dirigir-se ao hospital e a ser suturado no sobrolho, permanecendo de baixa médica.

Após atacar o polícia, o passageiro, com dupla nacionalidade - do Senegal e dos EUA -, foi detido e levado para os calabouços da PSP. Só na terça-feira é que será interrogado pelo juiz e ficará a conhecer as medidas de coação. O presidente do Sindicato Nacional de Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, teme que o processo baixe a inquérito e o agressor seja libertado com permissão para abandonar Portugal. "Se isto acontecer, quem é que pagará ao agente e à PSP as devidas compensações por todos os danos inerentes à agressão?", questiona o sindicalista.

Armando Ferreira refere que estas situações são frequentes e recorda os desafios de futebol internacionais que se disputam em território nacional. "Ainda na final da Liga dos Campeões, realizada no Porto, houve polícias agredidos por adeptos ingleses, que foram embora logo a seguir aos jogos e sem que os agentes fossem compensados", refere. O presidente do SINAPOL defende, assim, que os estrangeiros que agridam polícias sejam julgados de forma sumária e que só tenham autorização para sair de Portugal quando cumprirem as sanções impostas.

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