Negociação

Polícias continuam sem conhecer valor do subsídio de risco

Polícias continuam sem conhecer valor do subsídio de risco

Terceira reunião entre sindicatos e Governo, realizada nesta quarta-feira, terminou sem a apresentação do montante a atribuir à GNR e PSP. Valor do suplemento está a ser negociado entre os ministérios da Administração Interna e das Finanças

Ainda não foi nesta quarta-feira que os elementos da GNR e da PSP ficaram a saber quanto é que irão ganhar de subsídio de risco. Durante a reunião que terminou há instantes, o Governo não apresentou, contrariamente àquelas que eram as expectativas dos sindicatos e associações profissionais das forças de segurança, o valor que pretende atribuir a cada militar e agente. Valor esse que, justificou o pessoal do Gabinete do secretário de Estado da Administração Interna, Antero Luís, ainda está a ser discutido entre os ministérios da Administração Interna e das Finanças.

A reunião realizada nesta quarta-feira, nas instalações do Ministério da Administração Interna, foi a terceira desde que, em 14 de abril, o ministro Eduardo Cabrita anunciou, na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos e Garantias, que iria implementar o subsídio de risco na GNR e na PSP e que o montante desse suplemento teria de ficar definido até ao final de junho. Nos dois primeiros encontros, sindicatos e governo discutiram o valor do subsídio a atribuir e todos os elementos das forças de segurança esperavam que o número final fosse apresentado nesta reunião.

Contudo, tal não sucedeu, com o Governo a alegar que ainda decorrem negociações entre os ministérios da Administração Interna e das Finanças com vista a chegar a um entendimento sobre o montante do subsídio de risco. Assim, só na reunião marcada para o final deste mês, que contará com a presença do secretário de Estado da Administração Interna, Antero Luís, é que os polícias ficarão a conhecer a dimensão de um suplemento há muito reclamado.

"Saio desiludido da reunião, principalmente depois do encontro da semana passada a tutela se ter comprometido a apresentar o valor do suplemento de risco hoje", referiu, ao JN, Armando Ferreira. O presidente do Sindicato Nacional da Polícia receia que esta "hesitação possa comprometer o cumprimento do previsto no art. 42° da Lei de Orçamento do Estado e que o processo negocial do suplemento de risco não esteja pronto até ao final do primeiro semestre de 2021". "Nunca aceitaremos um suplemento de risco inferior ao que já é pago a outras polícias", acrescentou, referindo-se aos 430,39 euros pagos aos inspetores da Polícia Judiciária.

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