Manifestação

Polícias desiludidos com Magina da Silva marcam protesto contra a Direção Nacional da PSP

Polícias desiludidos com Magina da Silva marcam protesto contra a Direção Nacional da PSP

ASPP/PSP assinalará o aniversário do episódio "Secos e Molhados" com manifestação, na quinta-feira, em frente à sede da Direção Nacional da PSP. Associação sindical tece críticas duras ao diretor nacional Magina da Silva.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) vai comemorar os 33 anos do episódio "Secos e Molhados", manifestação que opôs polícias contra polícias, com uma ação de protesto contra a Direção Nacional da PSP e o seu líder, o superintendente-chefe Magina da Silva. Na base deste protesto, marcado para esta quinta-feira, está a "forma como a atual Direção Nacional tem gerido os destinos da instituição, mas principalmente a vida dos polícias".

Num comunicado muito duro, a ASPP/PSP acusa a Direção Nacional da PSP de "incapacidade para acautelar os interesses dos polícias", nomeadamente no que diz respeito a uma "errada e desastrada política de transferências, errada política de gestão de concursos e inoperância para tornar o funcionamento do SAD/PSP ágil e célere".

Segundo a associação sindical, verifica-se ainda um "atropelo no tratamento de acidentes de serviço, um total prejuízo para os polícias e constante mentira na aplicação do despacho dos horários, um contínuo e doentio atraso no pagamento de serviços renumerados e uma errada e prejudicial interpretação sobre pré-aposentação".

Palavras de Magina da Silva contrariam quotidiano dos polícias

A ASPP/PSP denuncia, igualmente, situações "de polícias a trabalhar de forma isolada, arbitrariedade na justiça e disciplina, ausência de responsabilização nas decisões erradas dos comandantes e a incapacidade política de contrariar decisões governamentais". O "desrespeito pela lei sindical", a imposição de "constrangimentos e limitações ao diálogo entre sindicatos e comandantes" e a "desvalorização pelas propostas apresentadas" pelos sindicatos são outras críticas apresentadas pela ASPP/PSP.

"Conhecemos os direitos barrados, conhecemos os atentados que os polícias sofrem, sabemos como são comandados e a forma totalmente indiferente como a Direção Nacional da PSP assiste a tudo, o que contrasta com as palavras e mensagens que o diretor nacional emite por via do "DN Informa" ou através das diversas campanhas comunicacionais que proliferam e que muitas vezes em nada aderem à realidade do quotidiano dos polícias", refere a ação sindical. Para a ASPP/PSP, "os polícias são efetivamente prejudicados pela forma como a Direção Nacional da PSP os trata".

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A ação de protesto está marcada para as 18 horas de quinta-feira, em frente à sede da Direção Nacional da PSP.

- Existem diariamente polícias a trabalhar sozinhos numa esquadra, ou num carro-patrulha, mesmo após vários episódios de agressões e com a "fundamentação absurda de comandantes que invocam tudo para justificar o injustificável".

- Polícias de Beja estão a realizar serviços renumerados nas folgas de forma obrigatória, contrariando as Normas de Execução Permanente, mas "com polícias disponíveis e não sendo escalados".

- Comandante solicitou aos comandantes de esquadra que aliciem agentes de polícia a serem "operários de construção civil"

- Polícias estão a ser barrados "na legítima saída para a pré-aposentação"

- Estado motivacional dos polícias está baixíssimo

- Cadeia de comando não funciona, a liderança não existe e os "polícias estão a ser explorados por via da emanação do Despacho 49GDN2021".

- Não há a capacidade operacional para "realizar um qualquer evento, numa qualquer cidade, sem recurso ao corte de folgas ou férias"

- Profissionais acumulam "mais de 3500 euros por receber de serviços remunerados", sendo que alguns desses serviços foram realizados há mais de nove meses"

- Todos os anos há erros e atrasos na política de transferências e de concursos

- Folgas dos polícias supridas por razões de serviços remunerados, invocando-se "abusivamente o Estatuto Profissional"

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