Amadora

Polícias salvaram idosa acamada de prédio em chamas

Polícias salvaram idosa acamada de prédio em chamas

Agentes da Esquadra de Alfragide, na Amadora, desceram quatro pisos, no meio de um fumo que tornava a visibilidade nula, com mulher, de 74 anos, sentada numa cadeira. Bombeiros da Amadora auxiliaram operação de socorro

Três polícias da Esquadra de Intervenção e Fiscalização de Alfragide, na Amadora, resgataram uma mulher acamada, de 74 anos, que estava sozinha num apartamento de um prédio em chamas. Na tarde do último sábado, o chefe Vítor Ferreira e os agentes Samuel Enes e Tiago Ferreira, com o auxílio de dois voluntários dos Bombeiros da Amadora, desceram as escadas de quatro pisos com a idosa sentada numa cadeira, enfrentando um fumo intenso, que tornou a visibilidade nula e causou muitas dificuldades respiratórias a quem tentava salvar uma vida.

No final, a vítima foi transportada ao hospital, mas sem apresentar qualquer ferimento. Já os polícias, embora esgotados pelo esforço despendido, gozaram o sentimento do dever cumprido, num local onde a sua presença nem sempre é vista com bons olhos.

"Quando vimos as pessoas a bater palmas, sentimo-nos felizes. Aquele é um bairro sensível, onde nem sempre somos bem recebidos. Mas acredito, depois deste serviço, que os moradores daquele prédio irão passar a receber-nos de outra forma. No nosso trabalho não há discriminação e quando há uma vida em perigo acorremos de imediato", refere o agente Samuel Enes.

Fumo travou marcha

Com 33 anos, dez dos quais como agente da PSP, Samuel Enes foi um dos elementos da Equipa de Intervenção Rápida da Esquadra de Alfragide que foi acionada, pouco depois das 14 horas de sábado, para um incêndio no Bairro do Zambujal, na Amadora. E quando, na companhia do chefe Vítor Ferreira e do agente Tiago Ferreira, se aproximou do local, encontrou um apartamento do 2º andar em chamas. "Chegámos primeiro do que os bombeiros e começámos a evacuar o prédio. Nessa altura, disseram-nos que havia uma idosa acamada, num andar do 4º piso, sem hipótese de sair de casa sozinha", recorda Vítor Ferreira.

PUB

Rapidamente, os três polícias correram em direção ao piso indicado, mas já no 3º andar foram obrigados a suspender a marcha. "Inalámos muito fumo, não conseguíamos ver nada e tivemos de parar", descreve o chefe da PSP. S

em máscara ou qualquer equipamento de auxílio à respiração, este polícia de 33 anos, e também com uma década de serviço na PSP, teve mesmo de regressar ao exterior do prédio para recuperar o folgo e retirar o colete balístico e outro material policial que perturbava a sua intervenção. Enquanto isso, os colegas tiraram as janelas do 3º andar para promover a circulação de ar que dissipasse, na medida do possível, o fumo acumulado.

Porta aberta com a ajuda dos bombeiros

"Voltei a subir e os três conseguimos chegar ao apartamento da idosa, mas a porta não abria", conta ainda Vítor Ferreira. "Nessa altura, senti medo. Havia muito fumo", admite Samuel Enes. A chegada de dois elementos dos Bombeiros da Amadora, munidos do material necessário, permitiu resolver o problema da abertura da porta e retirar a idosa da cama onde, apesar da ameaça das chamas, permanecia.

Foi também com a ajuda dos bombeiros que os polícias transportaram a mulher de 74 anos pelas escadas do prédio. "Esta foi uma das partes mais difíceis. Além do fumo, havia a questão do peso, o piso escorregadio e as escadas apertadas. Não conseguíamos ver nada e já havia muitas mangueiras no chão nas quais podíamos tropeçar", refere Vítor Ferreira.

Apesar de todos estes perigos, o resgate decorreu sem incidentes e o esforço de polícias e bombeiros culminou nas já referidas palmas e, sobretudo, no salvamento da idosa acamada.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG