
Nélida Guerreiro, uma portuguesa suspeita de homicídios e roubos à mão armada, foi entregue pelas autoridades espanholas à Polícia Judiciária (PJ), na sexta-feira. O namorado e suspeito da coautoria de vários crimes, Sidney Martins, já tinha sido entregue à Judiciária em agosto.
A mulher estava presa em Espanha a aguardar o desenrolar do processo de extradição. Foi presente ao Tribunal da Relação de Évora, também na sexta-feira, e ficou em prisão preventiva na cadeia de Odemira, apurou o JN.
O casal, de São Brás de Alportel, foi detido em Zamora, Espanha, a 13 de agosto. Nélida, de 40 anos, e Sidney, de 42, são alvo de vários inquéritos em Portugal. São suspeitos de um triplo homicídio em Bragança e de assaltos à mão armada a postos de combustíveis no Fundão e no Algarve e também Espanha.
Os homicídios em Bragança ocorreram a 9 de julho e 20 de julho e tiveram como vítimas um casal e o filho.
Os assaltos à mão armada em gasolineiras ocorreram em Faro, Almancil e Lagos, no Algarve, e na A23, no Fundão. Em Espanha, cometeram crimes semelhantes em Sevilha, Toledo e Badajoz.
Atuavam sempre da mesma forma, intimidando as vítimas com arma de fogo e uma faca. Num dos casos, chegaram a praticar um sequestro. Noutro, no Algarve, fugiram às autoridades, abalroando viaturas da GNR e da PJ.
As imagens de vários crimes, captadas pelos circuitos de videovigilância dos estabelecimentos, foram divulgadas pelas autoridades espanholas e os dois acabaram detidos depois de terem sido reconhecidos por populares enquanto comiam numa cadeia de fast-food espanhola.
Após serem presentes a interrogatório na Audiência Nacional de Madrid, a dupla ficou em prisão preventiva.
Sidney não se opôs à extradição e foi o primeiro a ser entregue à PJ. Nélida opôs-se, alegando ter raízes espanholas, argumento que não convenceu as autoridades.
