Custóias

Preso diz que guardas lhe partiram pé e queixa-se de falta de assistência

Preso diz que guardas lhe partiram pé e queixa-se de falta de assistência

Um recluso da cadeia de Custoias afirma que está a ser vítima de vingança de guardas prisionais do estabelecimento, por ter apresentado queixa contra eles por uma alegada agressão. Com um pé partido em consequência deste episódio violento, diz também que não está a receber cuidados médicos necessários e pede para ser internado numa enfermaria. A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) garante que o recluso tem recebido todos os cuidados, dizendo que ele "deixou de ter critérios clínicos que impliquem internamento em enfermaria".

A denúncia chegou através da filha do preso, detido desde setembro de 2021, para cumprir cinco anos e meio de prisão, por crimes de condução sem carta e resistência e coação sobre funcionário. Ao JN, aquela mulher dá conta de que, em janeiro deste ano, o pai envolveu-se numa discussão com outro recluso, levando os guardas a intervirem. "Bateram-lhe com o cassetete e tiraram-lhe as botas e deram-lhe com elas", acusa, acrescentando que o pai ficou então com um pé partido e foi colocado na enfermaria.

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Segundo a filha, o pai fez queixa dos guardas e, a partir daí, a sua situação "complicou-se lá dentro". "Tem vivido um terror", diz. "Tiraram o meu pai da enfermaria e puseram-no na cela, mas ele anda de muletas e não tem condições para estar ali, porque o pé piorou e não consegue fazer a higiene sozinho ou buscar comida e medicação sem a ajuda de outros reclusos", afirma, dizendo que o pai "só quer voltar para a enfermaria".

Ao JN, a DGRSP explica que o recluso saiu da enfermaria porque "deixou de ter critérios clínicos que impliquem internamento". Está "a fazer a sua recuperação no seu espaço de habitação, naturalmente, sob acompanhamento clínico do Estabelecimento Prisional". De resto, assinala que o preso ainda na semana passada foi a uma consulta de ortopedia no Hospital Pedro Hispano.

A Direção Geral também "não entende a razão" para o recluso alegar dificuldades quanto à alimentação, pois esta é servida "no refeitório e/ou nas celas, devidamente preparada, empratada e em tabuleiros individuais". A medicação, diz, "é preparada e entregue pelos serviços de enfermagem".

Apesar da queixa do recluso ao Ministério Público, a DGRSP garante que ele "não formalizou, junto dos serviços competentes do estabelecimento, queixa contra funcionários por o terem agredido"

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