Braga

Prisão preventiva para membros de gangue que roubava carrinhas de transporte de dinheiro

Prisão preventiva para membros de gangue que roubava carrinhas de transporte de dinheiro

O Tribunal de Instrução de Guimarães determinou, este sábado, a prisão preventiva de um gangue com seis membros, (dois deles de Guimarães) anteontem detido pela PJ/Braga, por suspeita de dois roubos a carrinhas de transporte de dinheiro e a uma vivenda.

Um sétimo arguido, também de Guimarães, que foi apanhado aquando das buscas policiais na posse de 2,4 quilos de droga, ficou com a medida de coação de apresentações diárias na PSP e proibição de contacto com os outros arguidos. Este arguido confessou ao juiz o seu papel no gangue, nomeadamente o de guardar armas e droga aos outros arguidos.

O grupo, liderado pelo vimaranense António José Ribeiro - de alcunha o Tó Zé - usava métodos muito sofisticados de vigilância, incluindo a eletrónica, tendo espiado a própria PJ de Braga. Ao todo, terão obtido cerca de 250 mil euros, 80 em cada um dos roubos a carrinhas em Gondomar e em Famalicão, e 50 mil em dinheiro (mais algumas dezenas de milhares em joias e automóveis) no assalto às casas de duas idosas em Famalicão. Tentaram, ainda, sem êxito, roubar outra carrinha em Ermesinde.

Na quinta-feira, e em conferência de imprensa, os inspetores António Gomes (diretor) e Henrique Correia (adjunto) salientaram que a investigação "foi difícil e complicada", quer pelos cuidados que os suspeitos punham nas operações que efetuavam quer pelo uso de medidas eletrónicas de contra vigilância, para tentar anular escutas e comunicações policiais.

"Vigiavam os locais onde iriam cometer os crimes, para saber em pormenor os riscos, registando quem estava habitualmente, quem circulava e como haveriam de atuar à chegada e quais as possíveis saídas na fuga", contaram os dois polícias, sublinhando que em várias situações desistiam do assalto "à última hora".

Sublinharam, ainda, o grande profissionalismo do grupo, todo ele com antecedentes criminais e prisão por roubo, anotando que o líder do bando, o Tó Zé, "é talvez o profissional deste género de roubo mais experiente do país".

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A pandemia, também, atrapalhou a investigação - iniciada em julho de 2020 após o assalto à casa - já que os suspeitos operavam, no dia-a-dia, com máscaras sanitárias o que impedia a PJ de lhes ver o rosto. Aquando dos roubos recorriam a máscaras integrais, idênticas às que são usadas em manifestações de grupos políticos radicais.

ROUBO E SEQUESTRO

A operação, que decorreu em Braga, Guimarães, Famalicão e zona do Porto, tinha mandados de captura emitidos pelo MP de Guimarães para seis homens - com idades entre os 55 e os 36 anos - pela prática de crimes de associação criminosa, e roubo agravado com utilização de armas, sequestro agravado, violência depois da subtração, posse de arma proibida, falsificação de documentos agravado, mas os detidos acabaram por ser sete já que um deles foi apanhado, por acaso, com 2,4 quilos de cocaína e heroína.

Os roubos ocorreram sem nenhum ferido, dado o profissionalismo do gangue. A PJ sublinha que, nenhum dos detidos tem qualquer atividade profissional, nem rendimentos lícitos.

Nas buscas, que tiveram ajuda da PJ/Porto, foram apreendidas sete viaturas topo de gama (furtadas e com matrículas falsas), armas de fogo, munições, estupefacientes, dinheiro, equipamentos de comunicações e objetos de valor.

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