Operação "Fora de jogo"

Procurador coordenador das fraudes no futebol morre em serviço

Procurador coordenador das fraudes no futebol morre em serviço

Júlio Braga, o procurador coordenador da secção de investigação de crimes tributários do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) que tinha a seu cargo a investigação "Fora de jogo" sobre fraude fiscal no futebol faleceu em serviço, no Porto.

O procurador, de 64 anos, esteve no Porto na terça-feira para proceder à abertura de e-mails de um telemóvel de um dos principais arguidos, quando se sentiu indisposto. Pediu para ser conduzido ao hotel, onde estava hospedado, mas acabou por não resistir, ao que tudo indica, a um ataque cardíaco.

O corpo do coordenador de investigações a crimes tributários foi autopsiado e o relatório preliminar já excluiu a existência de indícios de crime. Foi cremado no Porto após a autópsia.

Júlio Braga é descrito por colegas ouvidos pelo JN como um procurador muito humano e humilde, com uma grande experiência. Ia agora ser promovido a procurador-geral adjunto.

A mega-operação "Fora de Jogo", que engloba diversos inquéritos sobre crimes fiscais nos negócios de futebol envolvendo 500 milhões de euros em transferências, comissões, contratos de trabalho e prémios, já conta com 134 arguidos.

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