
André Gouveia / Global Imagens
A Polícia Judiciária está a investigar um magistrado do Ministério Público (MP) de Lisboa, num processo de corrupção em que o visado é suspeito de ter ajudado um traficante num plano de fuga da cadeia.
Pelos mesmos factos, quatro elementos de um grupo que se dedicava a introduzir cocaína em Portugal já foram acusados de corrupção ativa. Mas a parte relativa ao crime de corrupção passiva, por dizer respeito a um procurador da República, foi separada do inquérito original e continua pendente no MP do Tribunal da Relação de Lisboa.
O procurador sob suspeita, Carlos Figueira, já foi constituído arguido, mas garantiu, ao JN, que está inocente. "Nunca recebi nem pedi nada", afirmou aquele procurador do Tribunal de Execução de Penas de Lisboa, alegando que só manteve conversas com dois dos arguidos que o MP do Departamento de Investigação e Ação Penal de Sintra acaba de acusar de corrupção ativa, Pedro Baleizão e o advogado Ricardo Alves, "para não ser mal-educado". O magistrado reconhece que, "para haver corrupção ativa tem de haver corrupção passiva", mas defende que nem houve uma coisa nem outra.
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