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PSP acusado de corrupção em tráfico de armas

PSP acusado de corrupção em tráfico de armas

O agente da PSP de Chaves, que tinha sido detido em outubro do ano passado numa mega operação da Polícia Judiciária de Vila Real contra o tráfico de armas, foi agora acusado de corrupção passiva. Outros 14 arguidos vão responder por crimes de posse e tráfico de armas, assim como de droga.

"Segundo a acusação, entre os anos de 2018 e até outubro de 2020, data em que foram detidos e sujeitos a medidas privativas da liberdade, os arguidos dedicaram-se ao tráfico e mediação de armas de fogo, comprando, vendendo ou intermediando a venda de diversas armas e munições, entre as quais metralhadoras, carabinas, caçadeira e revólveres", explica o Ministério Público.

O tráfico de armas operava-se numa estrutura piramidal. Um dos arguidos seria o líder da organização e os outros seriam responsáveis por auxiliar no armazenamento e na aquisição do material, nomeadamente em Espanha, transportando-o para Portugal. Outros indivíduos dedicavam-se à reparação, modificação e transformação das armas de fogo.

"No patamar imediatamente inferior àquele arguido, atuavam quatro arguidos, sob as ordens daquele primeiro arguido, na compra e venda de armas e, abaixo destes, com relação com os mesmos, outros dos arguidos acusados, que assumiam as tarefas de intermediários no negócio, ou de escoamento das armas pelo mercado nacional", adianta ainda o MP.

O agente da PSP que exercia funções em Chaves está acusado de, a troco de dinheiro, mediar a venda de diversas armas e munições que lhe chegavam às mãos por pessoas que queriam voluntariamente entregar as armas na PSP.

Ao invés de registar a respetiva entrega, propunha e intermediava a venda a terceiros, "entre os quais a armeiros, por montante muito inferior ao seu valor real, recebendo em troca, do comprador, uma verba previamente combinada", precisa o MP.

"Mais se imputa que este arguido, usando do acesso informático à base de dados que lhe estava confiado e das funções que exercia, procedeu a consultas aos respetivos titulares dos registos das armas elaborou novos livretes e manifestos de armas, também a troco de dinheiro", remata o MP.

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O polícia, Basílio Monteiro, era responsável pela secção de armas e explosivos da PSP de Chaves, mas foi na altura colocado em prisão preventiva.

Em outubro do ano passado, a PJ de Vila Real organizou uma mega-operação que permitiu apreender, na zona Norte do país, largas dezenas de pistolas-metralhadoras, caçadeiras, espingardas G3 e ainda armas transformadas.

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