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PSP detém traficante "Zé do Gás", em fuga há 20 anos

PSP detém traficante "Zé do Gás", em fuga há 20 anos

"Zé do Gás" continua detentor do recorde da pena mais pesada aplicada a um traficante. Foi apanhado na quinta-feira, numa operação de rotina da Divisão de Trânsito da PSP no Porto, depois de 20 anos em fuga à justiça.

"Zé do Gás", como é conhecido José Augusto Carneiro Barros, agora com 56 anos, com morada na rua S. Bento da Vitória, no Porto, andava fugido desde 2001, altura em que, aproveitando uma saída precária da cadeia de Paços de Ferreira, conseguiu escapar.

Até quinta-feira à tarde, quando foi identificado e detido durante um rotineiro controlo de trânsito na Invicta. Foi o seu nervosismo e da acompanhante a denunciá-lo. Achando estranho o comportamento dos ocupantes do veículo fiscalizado, os agentes da PSP acabaram por descobrir que se tratava de um recluso em fuga desde o início deste século e que ainda devia 10 anos à cadeia.

Recorde nacional

O "Zé do Gás" foi detido em 1993 pela Judiciária do Porto, após uma longa investigação ao tráfico das chamadas "drogas duras" (heroína e cocaína). Identificado como o cabecilha, o homem que residia a poucos metros da PJ, na altura sedeada em S. Bento da Vitória, quando os inspetores partiram para buscas, não se surpreenderam pelo facto de o indivíduo não ter nada comprometedor no seu domicílio.

Pelas visitas constantes a familiares que moravam na mesma rua, os agentes suspeitaram das suas atividades. As buscas deram razão aos investigadores, que em residências de familiares descobriram dezenas de quilos de heroína e outras drogas, em 1992.

O suspeito foi julgado no ano seguinte e condenado a uma pena que ainda hoje constitui o recorde nacional do negócio das drogas: 24 anos.

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O "Zé do Gás" (apelido granjeado pelo negócio do avô que vendia garrafas de gás) foi para a cadeia de Paços de Ferreira e, em 2001, cumprido o primeiro terço da pena, beneficia da única saída precária. O traficante não mais regressou. Foram, nessa altura, emitidos mandados de detenção e condução ao estabelecimento prisional, mas o tempo foi passando sem que se conhecesse qualquer indício de onde estaria.

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