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"No Name Boys"

PSP que ajudou adepto esfaqueado não consegue identificar agressores 

PSP que ajudou adepto esfaqueado não consegue identificar agressores 

O agente da PSP que auxiliou o adepto da Juve Leo atacado com marteladas e facadas confirma que viu "várias agressões" e tem "a certeza" de que foram cometidas por membros dos No Name Boys, que reconheceu pelos cachecóis e camisolas que vestiam. Não consegue, porém, identificá-los, uma vez que tinham as caras tapadas.

José Martins, o agente da PSP que socorreu o adepto sportinguista João Paulo Araújo, foi ouvido pelo Tribunal de Sintra, esta quinta-feira de manhã, no julgamento de 31 elementos dos No Name Boys. Cinco respondem por tentativa de homicídio do membro dos rivais sportinguistas da Juve Leo, a 26 de maio de 2020, na Rua Mestre de Aviz, no Estoril.

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O agente da PSP seguia sozinho, numa viatura descaracterizada da PSP. Voltava de um serviço policial, quando terá visto o adepto sportinguista, de tronco nu, "cheio de sangue na cara e no corpo". Atravessou o carro à frente da vítima, que estaria rodeada de "quatro ou seis elementos dos No Name Boys" e gritou: "Polícia". "Muitos vinham a descer a rua e começaram a voltar para trás. Alguns entraram em duas viaturas, um Seat Ibiza preto e um BMW branco, e fugiram. Acabei por os perder de vista", descreveu. O agente terá visto ainda um Renault Kangoo, mas só teve tempo de identificar as matrículas das outras duas viaturas.

José Martins disse ainda que viu os elementos dos No Name Boys usarem um bastão de 70 centímetros e um martelo, na agressão. E, apesar de não ter conseguido ver armas brancas, percebeu que poderia ter havido facadas, pelas feridas, em várias zonas do corpo da vítima, "a maioria no tronco e cabeça".

O agente, que trabalha na esquadra de investigação criminal de Cascais, relatou ainda que "o estado de nervosismo do agredido era tão grande que nem se queixava de dores". Este disse-lhe que era de uma claque rival, relatando que havia sido alvo de outra agressão na semana anterior, sem identificar os autores. "A vítima insistia em não dizer nomes, disse apenas que estava a ser seguido há vários dias e que os conhecia bem", contou o polícia.

Questionado pelos advogados dos vários arguidos sobre se conseguia identificar o rosto dos suspeitos da agressão, o agente da PSP disse que era impossível fazê-lo, uma vez que "os agressores estavam encapuzados com cachecóis e camisolas dos No Name Boys". Referiu, contudo, estar convicto que os agressores pertenciam à claque benfiquista. "Isso, tenho a certeza".

O membro da claque Juventude Leonina, que chegou a estar em coma após ter sido atacado, deveria também ter sido ouvido esta manhã, mas viu-se impossibilitado de prestar declarações, uma vez que se encontra hospitalizado, no Reino Unido. O depoimento ficou agendado para 6 de janeiro de 2022, dia em que está prevista a audição de 26 testemunhas.

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