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"Grande violência e crueldade"

Quatro empresários detidos por suspeitas de homicídio, sequestro e roubos

Quatro empresários detidos por suspeitas de homicídio, sequestro e roubos

Quatro empresários, dois homens e duas mulheres, foram detidos pela Polícia Judiciária. São suspeitos de homicídio, sequestro e furtos e de atuar com "grande violência e crueldade", na zona centro e norte do país.

Entre os vários crimes atribuídos a estes suspeitos está a morte de uma octogenária, em 2018. "Foi torturado barbaramente um casal octogenário com a finalidade de os obrigar a entregar a chave de acesso a um cofre, provocando a morte da mulher e graves ferimentos no homem, que chegou a ser regado com combustível e incendiado", explica a PJ, em comunicado.

Os detidos, dois homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre 26 e os 46 anos, são suspeitos dos crimes de homicídio, sequestro, roubo, furtos qualificados, branqueamento de capitais e associação criminosa, adianta a PJ.

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"Da investigação em curso resultou que, pelo menos, desde 2017, este grupo criminoso terá vindo a apropriar-se de elevadas quantias em dinheiro, ouro, armas de fogo, bem como de outros objetos de valor, mediante a prática organizada e reiterada de crimes contra as pessoas e contra a propriedade, selecionando criteriosamente alvos em toda a zona centro/norte do país, sobretudo residências de comerciantes ou empresários, atuando, se necessário, com grande violência e crueldade", lê-se no comunicado.

A detenção foi feita pela Polícia Judiciária, da Diretoria do Centro, no cumprimento de mandados de detenção emitidos pelo DIAP Regional de Coimbra. A operação foi realizada em articulação com o Departamento de Investigação Criminal da Guarda da Polícia Judiciária e com a colaboração operacional e ao nível de partilha de informação com a GNR, nomeadamente com os Comandos Territoriais de Coimbra, Leiria, Santarém, Guarda, Viseu e GIOE - Grupo de Intervenção de Operações Especiais.

Os detidos, dois dos quais com antecedentes criminais ligados a roubos, furtos e detenção de armas de fogo proibidas, "foram presentes a Tribunal para primeiro interrogatório judicial". Aos homens foi aplicada a prisão preventiva. A duas mulheres "ficaram sujeitas a presentações bissemanais, à proibição de se ausentarem do Concelho de residência e ao pagamento de uma caução de 20 mil euros cada uma", lê-se no comunicado.

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