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Raptam funcionário para cobrar dívida de 15 mil euros em ar condicionado

Raptam funcionário para cobrar dívida de 15 mil euros em ar condicionado

Quatro indivíduos, suspeitos de terem raptado e sequestrado um funcionário de uma empresa de Esposende para exigir o pagamento de uma dívida de 15 mil euros de um negócio de ar condicionado, foram detidos pela Polícia Judiciária do Porto. A vítima, levada para uma floresta de Vigo, foi sequestrada durante cerca de cinco horas.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, os quatro detidos são um empresário e três dos seus funcionários, com idades entre os 29 e os 45 anos.

Foi a 5 de janeiro que os indivíduos deslocaram-se a Esposende onde raptaram o funcionário de uma empresa a quem tinham fornecido cerca de 15 mil euros em aparelhos de ar condicionado. Por nunca ter recebido o dinheiro, o empresário, agora detido, terá decidido raptar o funcionário que tinha rececionado o material.

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Na empresa de Esposende meteram a vítima num carro e levaram-na para Vigo, em Espanha.

"Durante o percurso e já naquele país foi alvo de agressões e sevícias, tendo sido parcialmente desnudado e obrigado a andar descalço numa zona de floresta, sujeito às baixas temperaturas da época. Naquele lapso temporal, de mais de cinco horas, em que esteve privado da liberdade, foram feitas diversas chamadas telefónicas para a família, amigos e um colega de trabalho, solicitando um resgaste", adianta a PJ.

Uma das pessoas contactadas alertou a GNR que tentou abordar os suspeitos em Barcelos, onde tinha sido combinado um encontro com os raptores, supostamente para pagar o resgate. Mas os indivíduos aperceberam-se da presença da GNR e fugiram a alta velocidade num potente BMW.

Nesse mesmo dia, os raptores acabaram por libertar a vítima, por perceber que já poderiam ter sido identificados pelas autoridades. Entretanto, a PJ do Porto investigou e reuniu provas suficientes para imputar aos indivíduos crimes de rapto, ofensa à integridade física qualificada, extorsão na forma tentada, dano, condução perigosa de veículo rodoviário e detenção de arma proibida.

São esta sexta-feira levados ao Tribunal de Matosinhos para o primeiro interrogatório judicial.

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