Torres Vedras

Preventiva para recluso em condicional que violou e atirou vítima ao poço

Preventiva para recluso em condicional que violou e atirou vítima ao poço

Um recluso em liberdade condicional detido em Torres Vedras por ter violado duas mulheres e ter tentado matar uma delas vai aguardar julgamento em prisão preventiva. Confessou todos os crimes ao juiz.

Apenas oito meses após ter saído da cadeia por decisão de um juiz de execução de penas, o cadastrado por roubo violou, há cerca de 15 dias, duas mulheres na zona de Torres Vedras. Uma delas foi atirada a um poço e apedrejada pelo suspeito, que a queria matar por esta ter visto a cara dele e denunciá-lo às autoridades. Escapou à morte por sorte.

Pedro Santos, de 32 anos, natural da freguesia de Maxial, em Torres Vedras, foi condenado a 10 anos de prisão por assaltos. A meio da pena, no final de novembro do ano passado, um juiz do Tribunal de Execução de Penas de Lisboa soltou-o da cadeia de Caxias. Em liberdade condicional, voltou para a terra natal e, apenas oito meses depois, voltou ao crime.

Na manhã de 4 de agosto, numa zona de antigas termas em Torres Vedras aproveitada para a prática de exercício físico, abordou uma mulher, de 33 anos, que estava a fazer jogging.

Agrediu-a e, à força, puxou a vítima para uma zona com vegetação. Lá violou-a e, enquanto a mulher se debatia, a máscara de proteção contra a covid que tapava a cara do indivíduo caiu. Terá tomado aí a decisão de a matar. De acordo com o relato da vítima, feito na altura às autoridades, o agressor disse-lhe: "viste a minha cara; agora vais ter que ir ao poço".

Arrastou então a mulher para um poço existente nas imediações e atirou-a à água. Mas quando viu que a vítima se conseguia manter à tona, começou a atirar-lhe pedras, que provocaram graves mazelas no corpo da mulher.

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A vítima fingiu-se de morta e, como algumas pessoas começaram a aproximar-se daquela zona, Pedro Santos abandonou o local. Pouco depois, a mulher começou a gritar por socorro e foi um homem, com cerca de 60 anos, quem acabou por ajudar a vítima e alertar socorros e autoridades.

Dez dias depois, Pedro abordou uma mulher, numa paragem de autocarro, e ofereceu-lhe boleia. No carro, trancou as portas e levou-a para um eucaliptal, onde a violou. De máscara e óculos de sol, não terá sido reconhecido e acabou por deixá-la depois, em pânico, perto de Torres Vedras.

Após uma investigação da PJ de Lisboa, que contou com o apoio da GNR de Torres Vedras, o indivíduo foi identificado, através da elaboração de um retrato robô do Laboratório de Polícia Científica.

Um juiz de instrução criminal do Tribunal de Torres Vedras decidiu esta sexta-feira colocá-lo em prisão preventiva. É muito provável que a liberdade condicional de que beneficiava seja revogada.

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