Detenções

Ficaram com carros a custo zero e stand lucrou 1,3 milhões de euros em burla a bancos

Ficaram com carros a custo zero e stand lucrou 1,3 milhões de euros em burla a bancos

A PSP do Porto deteve dois homens, com 43 e 44 anos, por burla qualificada, burla tributária e falsificação de documentos e apreendeu 11 automóveis. Os prejuízos provocados pelas burlas a diversos bancos e ao Estado ascendem a cerca de 1,5 milhões de euros.

A operação policial foi coordenada pela Divisão de Investigação Criminal, em colaboração com o dispositivo do Comando Distrital de Braga e com o apoio da Divisão Policial de Vila do Conde, da Divisão de Trânsito e da Autoridade Tributária e Aduaneira e contemplou a realização de seis buscas domiciliárias e não domiciliárias e no cumprimento de diversos mandados de apreensão de automóveis nas áreas do Porto, Braga, Guimarães, Maia, Matosinhos, Famalicão, Trofa e Santo Tirso.

Os detidos, um empresário (com formação na área da gestão e da consultoria) e um vendedor (economista de formação), de 44 e 43 anos, respetivamente, criaram um stand, que servia de fachada, e importavam carros da gama média-alta, em especial da Alemanha.

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As viaturas já tinham sido previamente encomendadas por pessoas que não dispunham de rendimentos para as adquirir e nalguns casos até estavam em situação de desemprego.

O stand falsificava recibos de vencimentos, declarações de IRS e, nalguns casos, até a carreira contributiva, por forma a obter financiamento bancário para a aquisição dos automóveis.

Os carros eram entregues aos "clientes", que ficavam com eles a custo zero, pois não tinham condições para pagar o financiamento.

O stand ganhava com o dinheiro dos empréstimos e dos bónus que os bancos dão a quem intermedeia este tipo de créditos.

Foram ainda​​​​​ identificados e constituídos arguidos sete homens e seis mulheres, tendo sido apreendidos 11 automóveis, diversa documentação, material informático, uma espingarda e diversas munições e duas botijas de gás pimenta.

Segundo a PSP do Porto, das "práticas ilícitas referenciadas resultaram prejuízos superiores a 1,5 milhões de euros".

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