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Rede montou base em Portugal para "lavar" milhões de cibermáfias

Rede montou base em Portugal para "lavar" milhões de cibermáfias

Criminosos criaram 16 empresas de fachada para dar aspeto legal a dinheiro roubado.

Portugal foi o epicentro de uma "lavandaria" de dinheiro sujo gerida por uma organização criminosa internacional, ao longo de quatro anos. Durante este período, uma máfia com origem na Letónia criou 16 empresas de fachada para poder abrir 147 contas em cerca de uma dezena de bancos nacionais, pelas quais passaram mais de dez milhões de euros roubados em ataques informáticos a empresas, organismos oficiais, incluindo hospitais, sinagogas e particulares. As firmas nunca declararam qualquer atividade, mas tinham sede em edifícios luxuosos de Porto, Vila Nova de Gaia e Lisboa.

A QQAAZZ, assim se autodesignava esta organização criminosa, nunca roubou dinheiro, preferindo dedicar-se ao fornecimento de serviços de branqueamento a "piratas" que atuavam por todo o Mundo. Com esse intuito, montou um esquema que até anunciava a sua atividade em fóruns virtuais frequentados por criminosos. Nesses espaços, os cibercriminosos ficavam a saber que podiam canalizar para a QQAAZZ todo os lucros da suas atividades ilícitas que fizeram vítimas em todo o mundo e esta encarregava-se de o devolver "limpo".

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