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Rede russa abastecia mercado negro de cigarros

Rede russa abastecia mercado negro de cigarros

A GNR chamou-lhe operação "Air Smoke", pois a rede que contrabandeava cigarros para Portugal fazia-o em malas chegadas de avião, através do Aeroporto de Lisboa, pelo menos desde 2017, fugindo ao Fisco e usando subterfúgios para evitar a deteção no controlo alfandegário.

O esquema desmontado envolvia quatro cidadãos russos que foram agora acusados pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do crime de contrabando qualificado. Compravam os cigarros a 30 cêntimos o maço na Bielorrússia e vendiam-nos em Portugal e noutros países europeus a quatro euros.

Alexander Rashchupkin e Evgenii Achkasov eram os dois principais operacionais da rede e a eles o Ministério Público (MP) imputa mais de duas dezenas de transportes de malas carregadas de cigarros trazidas por eles próprios ou "correios" chegados sobretudo de Moscovo, na Rússia, e de Istambul, na Turquia. Usando sempre o mesmo método para iludir as autoridades. Apresentando um bilhete de uma viagem low-cost Porto-Lisboa, pegavam nas malas com o contrabando que recolhiam dos tapetes rolantes ou, por exemplo, em casas de banho do aeroporto, onde eram escondidas, e saíam tranquilamente pelo pórtico "nada a declarar". Entre os dois saíram com 21 cargas que representaram uma fuga ao Fisco que ultrapassou os 70 mil euros.

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