Lisboa

Relação confirma que seguranças do Urban Beach tentaram matar

Relação confirma que seguranças do Urban Beach tentaram matar

O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) rejeitou, esta quinta-feira, o recurso dos três seguranças da discoteca Urban Beach condenados, em junho de 2019, por ter tentado matar dois jovens à porta daquele estabelecimento lisboeta.

Mantém-se, assim, as penas de prisão entre os cinco anos e quatro meses e os cinco anos e meio aplicadas aos arguidos por homicídio qualificado na forma tentada.

O caso remonta a 1 de novembro de 2017, quando, pelas 06.50 horas, os à data vigilantes do Urban Beach foram alertados para a presença de um grupo que estaria a provocar os clientes de uma rulote de comida existente nas imediações da discoteca.

De acordo com o acórdão do Tribunal Central Criminal de Lisboa, dois dos seguranças - Pedro Inverno e João Ramalhete - confrontaram então os jovens com eventuais assaltos que estes pretenderiam praticar.

"Não preciso de roubar: tenho trabalho", respondeu uma das vítimas, sendo imediatamente agredida com um soco na face. Já no chão, o jovem terá sido esfaqueado numa perna e agredido na cabeça à chapada e ao pontapé, chegando a ficar sem reação.

Terá sido depois que surgiu o terceiro vigilante - David Jardim - na companhia de um amigo da vítima, que acabou por atirar ao chão ao ouvi-lo falar crioulo. Em seguida, atingiu-o, segundo o tribunal, na cabeça com um salto a pés juntos. O momento ficou registado num vídeo amador posteriormente partilhado nas redes sociais.

Em junho, o coletivo de juízes de primeira instância considerara que os arguidos admitiram, ao atingirem as vítimas na cabeça, a possibilidade de as matar, tendo agido pelo "prazer de causar sofrimento". Um entendimento rejeitado pelos advogados dos ex-seguranças - que pretendiam antes uma condenação por ofensas à integridade física -, mas que o TRL veio agora confirmar.

Além de cumprir pena de prisão, os arguidos terão ainda, após o trânsito em julgado do acórdão, de indemnizar as vítimas em cerca de 20 mil euros, acrescidos de juros de mora.

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