Lava Jato

Rui Pinto envolve Doyen e Filipe Vieira em corrupção no Brasil

Rui Pinto envolve Doyen e Filipe Vieira em corrupção no Brasil

Rui Pinto envolveu a empresa Promovalor de Luís Filipe Vieira num alegado esquema de corrupção para a construção de um complexo hoteleiro no Brasil, tendo como parceiro a Odebrecht, uma empresa visada no processo Lava Jato, mas também o fundo de investimento Doyen.

Foi num depoimento prestado, como testemunha, em outubro do ano passado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), numa altura em que ainda estava em prisão preventiva no âmbito do processo pelo qual está agora a ser julgado.

De acordo com os jornais "Observador" e "Público" que avançaram com a notícia, Rui Pinto garantiu ao Ministério Público (MP) ter tido acesso a documentação comprovando alegados pagamentos de subornos para viabilizar a construção do complexo hoteleiro, situado no litoral do Recife.

A parceria envolvia o Grupo Promovalor, de Luís Filipe Vieira, e a Odebrecht, uma empresa que está a ser investigada em Portugal no âmbito na construção da Barragem do Baixo Sabor, por suspeitas de pagamento de contrapartidas de 4,6 milhões, destinados a ganhar o concurso de construção.

O projeto imobiliário é o "Reserva do Paiva", já inaugurado em novembro de 2014 e que terá levado ao investimento de mais de 200 milhões de euros. Segundo o "Observador", o projeto é um dos vários investimentos imobiliários que está na origem de uma exposição de mais de 760 milhões de euros do Novo Banco ao Grupo Promovalor em 2018.

De acordo com Rui Pinto, a Doyen, que se queixou de tentativa de extorsão contra Rui Pinto, era um sócio "secreto" do projeto imobiliário.

Ao diário eletrónico, Luís Filipe Vieira disse não comentar declarações e investigações que desconhece "sobretudo declarações vindas de alguém que já nos habituou a manipular informação, que dispara em todas as direções e que falseia repetidamente a realidade", disse.

Rui Pinto disse que os documentos que comprovarão os alegados pagamentos de luvas foram-lhe exibidos por jornalistas da prestigiada revista alemã "Der Spiegel", que, no entanto, nunca chegou a publicar a informação.

Segundo Rui Pinto, a Intercept Brasil, um órgão de investigação jornalística, teve acesso aos mesmos documentos, mas também não publicou qualquer notícia.

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