Operação Storm Makers

SEF deteve brasileiro e georgiano em operação que acabou com rede de tráfico de rins

SEF deteve brasileiro e georgiano em operação que acabou com rede de tráfico de rins

Iniciativa coordenada pela Interpol decorreu em 25 países e levou à detenção de 120 suspeitos. Brasileiro e georgiano foram detidos no Algarve e em Lisboa.

Um brasileiro procurado pela Interpol por tentativa de homicídio e um georgiano que queria viajar para o México com documentos falsos foram detidos pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), durante uma operação internacional coordenada pela Interpol. No âmbito da mesma iniciativa, foi desmantelada uma rede criminosa que vendia rins por cerca de 37 mil euros na Turquia e resgatada uma adolescente paquistanesa que, desde os 13 anos, era obrigada a prostituir-se nos Emirados Árabes Unidos.

A Operação Storm Makers decorreu ao longo de cinco dias, em 25 países, incluindo Portugal. Em território nacional, o SEF deteve, no Algarve, um brasileiro suspeito de ter cometido uma tentativa de homicídio, no país de origem, e que andava há muito em fuga. O homem era, inclusive, procurado pela Interpol, que emitiu uma "red notice" com o seu nome.

Foi também o SEF que deteve um georgiano que, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, tentava embarcar, com documentação falsa, num avião com destino a Cancun, no México.

A Operação Storm Makers, anunciada na terça-feira, envolveu mais de uma centena de inspetores do SEF, que controlaram, nos postos de fronteira portugueses, cerca de 4500 passageiros, oriundos da Ásia. Onze deles estavam proibidos de entrar em Cancun, México, e as autoridades portuguesas acreditam que estavam a utilizar uma rota que passa por Portugal para chegar aos Estados Unidos da América.

Com o auxílio da GNR, o SEF aproveitou a operação para realizar mais de 200 fiscalizações, que permitiram levar a cabo campanhas de sensibilização sobre migrantes e as organizações criminosas que os exploram.

Rins vendidos a 37 mil euros

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A operação coordenada pela Interpol decorreu em 25 países e permitiu salvar um total de 80 vítimas de tráfico de pessoas, incluindo crianças, e identificar mais de 3400 imigrantes ilegais. Mais de 120 pessoas foram detidas.

Quatro das detenções ocorreram na Turquia, onde foi desmantelada uma rede de tráfico de órgãos. A organização criminosa pagava cerca 15 mil euros a indianos para que estes aceitassem doar um rim que, depois, era vendido por 37 mil euros, no mercado negro. Para atribuir uma aparência de legalidade ao esquema, a rede simulava relações familiares entre o dador e o doente e, nalguns casos, falsificaram fotografias de casamento entre ambos.

Durante a Operação Storm Makers foram salvos, ainda, 15 homens e mulheres, oriundos do Camboja, que foram aliciados com um salário elevado para trabalhar num call center da Malásia. Contudo, uma vez nesse país, as vítimas foram forçadas a trabalhar 14 horas diárias, em esquemas relacionados com burlas.

Já nas Filipinas, as autoridades resgataram 32 vítimas de tráfico humano e detiveram oito pessoas envolvidas em tráfico, exploração e abuso sexual de crianças.

A iniciativa policial passou, igualmente, pela Grécia, onde foi localizado um carro com cinco migrantes do Afeganistão e da Síria. Todos pagaram, na Turquia, quatro mil euros a um contrabandista. Na fronteira entre a Hungria e a Roménia os migrantes identificados eram vietnamitas a caminho da Alemanha. Também pagaram elevadas quantias a uma rede de contrabando, que coordenou toda a viagem através das redes sociais.

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