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SEF identifica 250 atletas vítimas de imigração ilegal

SEF identifica 250 atletas vítimas de imigração ilegal

SEF tem em curso 39 investigações visando dirigentes e agentes por imigração ilegal e tráfico de pessoas. Atletas são traficados como mercadoria por falsos agentes e responsáveis de clubes sem escrúpulos.

São os esquecidos do estrelato, dos milhões e da glória do futebol. Aqueles que deixaram as suas raízes para ir atrás do sonho de se tornarem o novo Cristiano Ronaldo, mas que foram enganados e tratados como mercadoria por dirigentes de clubes, agentes ou mesmo por outros jogadores. Nos últimos cinco anos, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) identificou 250 atletas estrangeiros que foram vítimas de auxílio à imigração ilegal, na maioria dos casos, praticados por dirigentes de clubes amadores ou de escalões inferiores.

Os números não deixam margem para dúvidas. O fenómeno da clandestinidade contratual no futebol português persiste, apesar de vários mecanismos de prevenção implementados. Nos últimos cinco anos, o SEF investigou 57 clubes de futebol no continente e regiões autónomas dos Açores e da Madeira por suspeitas dos crimes de auxílio à imigração ilegal e tráfico de seres humanos, levando à constituição de 93 arguidos. São 62 dirigentes, 13 agentes, 12 atletas e um treinador.

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