Lisboa

Segurança ilegal detido por agredir duas turistas em discoteca

Segurança ilegal detido por agredir duas turistas em discoteca

Um homem foi detido pela PSP por suspeita de dois crimes de ofensa à integridade física qualificada e um de segurança ilegal. Os factos ocorreram numa discoteca em Lisboa e uma das vítimas necessitou de intervenções cirúrgicas.

Os factos ocorreram na madrugada de 30 de outubro de 2021, numa discoteca em Lisboa. Na tentativa de organizar uma fila de pagamento, o suspeito começou a empurrar diversas pessoas que se encontravam no local. Sem que nada o fizesse prever, agarrou uma jovem estrangeira e atirou-a ao chão.

Uma amiga viu e confrontou o homem com o seu comportamento. "De imediato, o arguido agrediu-a violentamente, tendo a ofendida, em consequência, necessitado de receber tratamento hospitalar e realizado intervenções cirúrgicas", explica um comunicado da Procuradoria-Geral Regional de Lisboa.

Ainda segundo a mesma fonte, o arguido, que não possui título profissional para exercer a atividade de segurança privado, "agiu como se fosse um segurança da discoteca, estando em local reservado àqueles, e tendo, inclusivamente, estas situações sido presenciadas pelos restantes elementos da segurança da discoteca, sem qualquer intervenção da parte daqueles.

Ambulância aérea para ser operada na Áustria

Segundo a CNN Portugal, as duas jovens agredidas são de nacionalidade austríaca e uma delas chegou mesmo a desmaiar após ser agredida com um violento soco. Foi transportada para o Hospital de São José, onde deveria ser operada a uma fratura na mandíbula.

Porém, dados os sucessivos adiamentos da intervenção, quatro dias após a agressão os pais da jovem solicitaram uma ambulância aérea para a Áustria, onde viria a ser operada de urgência, acrescenta a estação de televisão.

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Ficou em prisão preventiva

O suspeito, que já tem "um extenso registo criminal por crimes da mesma natureza" foi detido na passada semana, mais de seis meses depois da agressão. Foi apresentado a interrogatório judicial no dia 19 de maio e ficou em prisão preventiva.

A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público do DIAP da comarca de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia de Segurança Pública.

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