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Subsídio de risco

Sindicatos da PSP e da GNR reúnem-se para acertar formas de luta

Sindicatos da PSP e da GNR reúnem-se para acertar formas de luta

Valor proposto pelo Governo para o subsídio de risco deixou estruturas sindicais indignadas. Movimento Zero apela a boicote às multas e detenções

O valor proposto pelo Governo para o prometido subsídio de risco para os polícias motivou uma reunião entre 14 sindicatos e associação socioprofissionais da PSP e da GNR. O encontro está marcado para a manhã da próxima terça-feira, em Lisboa, e tem apenas um objetivo: discutir formas de luta para o caso do montante proposto para o subsídio de risco se mantiver inalterado.

Recorde-se que, na semana passada, as estruturas sindicais ficaram indignadas com um valor inferior a 70 euros mensais anunciado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Antero Luís. E, já nesta segunda-feira, o Movimento Zero, estrutura inorgânica que reúne milhares de polícias descontentes com as condições de trabalho, apelou a que os elementos da GNR e PSP deixassem de emitir autos de contraordenação e de efetuar detenções.

Esforço para proposta conjunta

"Simplesmente miserável, um insulto, gozo de quem faz o que quer e deprecia os demais", "valor absolutamente indigno", "proposta ultrajante e vergonhosa", "trocos, migalhas, gorjeta" ou "inaceitável". Estas foram algumas das expressões usadas pelos sindicatos e associações socioprofissionais para reagir à proposta apresentada pelo secretário de Estado da Administração Interna. Numa reunião ocorrida na semana passada, Antero Luís anunciou um subsídio de risco no valor de 100 euros por mês aos polícias que tiverem funções de ronda/patrulha, de 90 euros se estes desempenharem funções de comando ou, no caso dos restantes elementos das forças de segurança, de 80 euros. No entanto, também anunciou o fim do atual suplemento por serviço nas Forças de Segurança, que garante 31 euros mensais a todos os polícias.

Feitas as contas entre o suplemento que é extinto e o novo, os sindicatos referem que a proposta do Governo implica um aumento entre os 48,96 e os 68,96 euros mensais, que ainda serão reduzidos devido à carga fiscal a que estão sujeitos. Montantes, portanto, muito aquém dos 340 euros de subsídio de risco pago aos inspetores da Polícia Judiciária e que GNR e PSP tinham exigido nas negociações mantidas, ao longo deste ano, com o Ministério da Administração Interna.

Indignadas com a proposta do Governo, 14 estruturas sindicais vão reunir-se nesta terça-feira para discutir formas de luta. "Espero que os sindicatos e associações façam um esforço no sentido de apresentarem uma proposta conjunta. Espero ainda que, caso o Governo continue a querer atribuir um subsídio de risco que não passa de uma esmola, os sindicatos da PSP e associações da GNR definam formas de luta", explica o presidente do Sindicato Independente dos Agentes da Polícia, Carlos Torres.

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Nesta segunda-feira, o Movimento Zero também veio a público pedir aos polícias que, em forma de protesto, façam "zero abordagens, zero autos de contraordenação e zero detenções". "Não permitamos que gozem connnosco. Se nos tratam e zero, retribuímos com enorme zero", refere o movimento inorgânico.

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