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Covid-19

Surto na cadeia de Alcoentre obriga a transferir presos para o Porto

Surto na cadeia de Alcoentre obriga a transferir presos para o Porto

Vinte e dois reclusos e dois guardas estão infetados. Guardas prisionais sem meios para controlar veracidade dos certificados de vacinação das visitas.

A cadeia de Alcoentre, na Azambuja, foi palco de um surto de covid-19, que já infetou 22 reclusos e dois guardas prisionais. Doze dos presos doentes foram, nesta quinta-feira, transferidos para o Estabelecimento Prisional do Porto, que foi obrigado a reabrir a Unidade Covid que tinha fechado há alguns meses. Fontes da guarda prisional relacionam este surto com a retirada dos acrílicos na sala de visitas, com o retomar das visitas íntimas e com a falta de meios dos guardas prisionais para confirmar a veracidade dos certificados de vacinação apresentados pelos familiares e amigos dos presos.

O primeiro caso de covid-19 na comunidade prisional de Alcoentre foi identificado no último fim-de-semana. Segundo a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), "seguindo o definido no plano de contingência, foram testados todos os reclusos", o que revelou "mais 21 reclusos positivos". "Destes 22 casos positivos, dez estão no Hospital Prisional de São João de Deus e 12 na Unidade de Covid do Estabelecimento Prisional do Porto", acrescenta a DGRSP.

A chegada destes presos infetados com coronavírus, apurou o JN, obrigou a cadeia de Custóias a reativar o hospital de campanha ali montado durante a pandemia para tratar os reclusos das prisões do Norte e que já tinha sido encerrado.

Guardas exigem reforço das medidas de segurança

Fontes da Guarda Prisional ouvidas pelo JN relacionam este surto com a redução das medidas de proteção impostas durante a pandemia, nomeadamente a retirada dos acrílicos que mantinham separados os reclusos das visitas. O regresso das visitas íntimas, sem que os presos sejam obrigados a efetuar testes de despistagem após as relações sexuais, também contribuiu, alegam, para este número de infetados. Por fim, os guardas prisionais lamentam não dispor de um telemóvel com uma aplicação que permita controlar a veracidade dos certificados de vacinação que as visitas têm, obrigatoriamente, de apresentar à entrada das cadeias.

"A presentação de comprovativo de vacinação contra a covid-19, ou de teste rápido negativo, por parte dos visitantes dos estabelecimentos prisionais, é uma prática que se encontra em vigor desde que se retiraram os separadores acrílicos dos parlatórios", explica a DGRS. A mesma entidade garante que "todas as situações de covid-19 seguem o definido no plano de contingência da DGRSP, que se encontra em vigor desde março de 2020 e que foi elaborado em estreita articulação com a Direção Geral de Saúde".

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