Operação da PJ

Suspeitos de rapto e tortura em negócio de droga ficam em preventiva

Suspeitos de rapto e tortura em negócio de droga ficam em preventiva

Os quatro indivíduos, detidos por terem raptado em Oeiras e torturado no Entroncamento um desempregado, de 30 anos, por causa de uma suposta dívida relacionada com o tráfico de droga, foram colocados, esta quarta-feira, em prisão preventiva pelo Tribunal de Cascais.

Os suspeitos, com idades entre os 25 e os 32 anos, todos com antecedentes por tráfico e crimes violentos, foram detidos por inspetores da Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) da PJ nas zonas de Oeiras e Cascais.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, a vítima estava, no passado mês de maio, a passear na zona de Oeiras com uma namorada, quando o casal foi abordado pelo grupo. O desempregado foi logo agredido e forçado a entrar num carro, mas os indivíduos deixaram a mulher em liberdade. O alvo era apenas a vítima que, logo na altura, foi roubada em milhares de euros.

Mas o valor que o desempregado tinha com ele não era suficiente para pagar a suposta dívida e, por isso, os indivíduos conduziram a vítima até à zona do Entroncamento, onde foi torturada. Com as agressões, os indivíduos quereriam força-la a arranjar os restantes montantes em dívida.

Porém, o desempregado não terá conseguido arranjar as verbas e foi alvo de pancadas durante várias horas. Como não conseguiam cumprir o objetivo de reaver a totalidade do dinheiro e que a vítima estaria já a correr perigo de vida, os indivíduos decidiram libertá-la e deixá-la próximo de um hospital, em Lisboa, para que fosse assistida.

O caso chegou ao conhecimento dos inspetores da UNCT, que, apesar da lei do silêncio imposta nos meios do tráfico de droga, conseguiram identificar os suspeitos. Ao longo dos últimos meses prepararam a operação de detenção e buscas que foi realizada entre segunda-feira e ontem, nas zonas de Oeiras e Cascais.

Um dos detidos é considerado particularmente perigoso e foi o primeiro indivíduo a ser capturado pela UNCT, que ao início da tarde desta quarta-feira, levaram os indivíduos para o primeiro interrogatório no Tribunal de Cascais. Aos quatro, que não prestaram declarações ao juiz de instrução criminal, foi aplicada a prisão preventiva.

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