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Traficantes, homicida e assaltante indemnizados por más condições nas cadeias nacionais

Traficantes, homicida e assaltante indemnizados por más condições nas cadeias nacionais

Estado português admitiu, unilateralmente, que quatro prisões não respeitam direitos humanos. Reclusos apresentaram queixa no Tribunal Europeu.

O Estado português assumiu que as condições de quatro prisões portuguesas não respeitam os direitos humanos e vai pagar indemnizações a cinco reclusos, entre os quais Francisco Martins Lobo, filho do maior narcotraficante português, Franklim Lobo. Outros dois traficantes de droga, um homicida e um assaltante de bancos também vão receber uma compensação, entre os três mil e os oito mil euros, por estarem presos em celas pequenas, frias e sobrelotadas.

Florin Luta esteve, já condenado, preso na cadeia de Lisboa de abril a novembro de 2017. Depois foi transferido para a prisão de Alcoentre, onde partilhou com seis reclusos uma cela com sete metros de comprimento por 3,5 metros de largura. Queixou-se aos tribunais portugueses da falta de condições, mas nenhum juiz lhe reconheceu razão. Recorreu, então, ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH), onde a queixa foi admitida, mas não chegou à fase de julgamento.

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