Vila Verde

Tribunal condena irmãos por agredirem dois militares da GNR

Tribunal condena irmãos por agredirem dois militares da GNR

O Tribunal de Braga condenou, esta terça-feira, a penas de um ano de prisão e de 1200 euros de multa, os irmãos Carlos e Manuel da Costa Alves, por ameaças e agressão a dois militares da GNR de Vila verde.

Carlos da Costa Alves foi condenado por ofensa à integridade física, enquanto Manuel foi-o por dois crimes de ameaça agravada e quatro de injúria. Este arguido foi ainda absolvido dos crimes de resistência e coação sobre funcionário e detenção de arma proibida.

Os dois arguidos, conhecidos como "irmãos Petas", estão já a cumprir pena no estabelecimento prisional de Izeda, dado que o primeiro já foi julgado 12 vezes e o outro em cinco ocasiões.

Logo após a "sentença", Manuel da Costa Alves pediu ao Tribunal que lhe troque a multa por uma pena de trabalho a favor da comunidade ou pelo regime de suspensão, com regime de prova, alegando ser pessoa humilde e sem posses e estar preso. Entregou ao tribunal uma carta nesse sentido.

Suspeitas de furto

Manuel da Costa Alves, de 51 anos, e Carlos, de 52, foram julgados por crimes de ofensa à integridade física qualificada e resistência e coação sob funcionário, injúria agravada e detenção de arma proibida.

Os alegados ilícitos deram-se a 3 de abril de 2020, quando uma patrulha da GNR, com os militares Francisco Gouveia e Manuel Ferreira, se deslocou a um prédio da vila. Quem a chamara tinha sido proprietário do prédio, que tinha ouvido barulhos na garagem, suspeitando que a tentavam assaltar. Os militares da GNR nada encontraram no local, mas, quando saíram, viram que Manuel da Costa Alves estava à janela do rés-do-chão de um prédio vizinho. Aí, o Guarda Principal questionou-o sobre o que se passava na garagem, pois tinha havido muitos furtos e "toda a gente" os indiciava como autores.

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Nesse momento, o arguido Manuel da Costa Alves exaltou-se e, gritou: "És um grande filho da p...! Um corno! Vou-te matar!".

Pauladas num guarda

De seguida, o irmão Carlos saiu do prédio com um pau de um metro de comprimento na mão e deu duas pauladas no guarda Manuel Ferreira, no ombro e numa mão.

O GNR reagiu com uma bastonada, tendo o Carlos Alves fugido a correr pela rua Maria do Céu Vilhena da Cunha. Acabou detido pelo militar.

Nessa altura, Manuel saiu de casa com uma faca de cozinha com 35 centímetros de lâmina e, chegando junto aos dois agentes da autoridade, gritou: "Largai o meu irmão, filhos da p...! Mato-vos, seus cornos, corto-vos aos pedaços!"

Os guardas conseguiram, no entanto, imobilizá-lo e detê-lo.

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