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Camilo Mortágua

Pai das deputadas do BE localizado em hotel de Castelo Branco

Pai das deputadas do BE localizado em hotel de Castelo Branco

Camilo Mortágua, de 87 anos, pai das gémeas e deputadas do Bloco de Esquerda Joana e Mariana Mortágua, já foi encontrado, bem de saúde, num hotel de Castelo Branco.

Natural de Oliveira de Azeméis e a viver em Alvito, Beja, há quase quatro décadas, Camilo Mortágua tinha sido dado como desaparecido no domingo de manhã.

Joana Mortágua já confirmou, entretanto, no Twitter, o aparecimento do pai. "Obrigada por tudo. Estamos bem e orientadas, passou o susto. Pai em casa", escreveu a deputada.

De recordar que, ontem, a GNR e os Bombeiros de Alvito realizaram buscas em diversas localidades do distrito de Beja e também no Fundão.

De acordo com o capitão Nuno Afonso, oficial de Relações Públicas do Comando Territorial de Beja da GNR, "o alerta foi dado pela mulher" de Camilo Mortágua depois de saber que o marido não chegara ao destino. Ao tentar contactá-lo, o telemóvel estava desligado.

À GNR chegou uma denúncia de que o carro de Camilo Mortágua estava abandonado no Fundão, mas feitas as diligências necessárias comprovou-se que a viatura não era a procurada.

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Joana Mortágua soube do desaparecimento do pai quando estava, no domingo, numa ação de campanha do BE com Catarina Martins, em Ferreira do Alentejo, e deslocou-se em seguida para casa da mãe, a cerca de 30 quilómetros.

Lutador antifascista

Em 1961, Camilo Mortágua ficou célebre pela participação no desvio do paquete Santa Maria, que viajava para Miami com mais de 300 tripulantes, e no desvio de um avião da TAP, que lançou mais de 10 mil panfletos subversivos contra o regime de Salazar sobre as cidades de Lisboa, Setúbal, Barreiro, Beja e Faro. Em 1967 e na companhia de mais três camaradas, assaltou a filial do Banco de Portugal na Figueira da Foz.

Já depois da queda do regime fascista em Portugal, motivada pela Revolução de Abril, Mortágua participou na ocupação da herdade da Torre Bela, localizada em Azambuja, a maior área murada em Portugal, com 1700 hectares, propriedade do Duque de Lafões.

No dia 10 de junho de 2005, o presidente da República Jorge Sampaio atribuiu a Camilo Mortágua a condecoração de Grande Oficial da Ordem da Liberdade.

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