Ourique

Protesto silencioso no funeral do mineiro que morreu em derrocada

Protesto silencioso no funeral do mineiro que morreu em derrocada

Realiza-se na tarde desta terça-feira, às 18.30 horas, o funeral de Sérgio Delfino, o mineiro de 44 anos que morreu na passada sexta-feira numa derrocada no interior da mina de Neves-Corvo, no concelho de Castro Verde. A vítima deixa dois filhos menores.

O corpo do malogrado trabalhador foi autopsiado esta manhã no Gabinete Médico-Legal de Beja, devendo chegar a Ourique cerca das 16.30 horas, indo a urna ficar à entrada do cemitério durante cerca de uma hora e meia para ser velado.

Cerca de meio milhar de mineiros das minas de Castro Verde e Aljustrel, com o fato e capacete de trabalho, estão concentrados no Parque de Trabalhador, localizado junto ao campo de futebol, saindo em grupo de dez pelas ruas da vila até ao cemitério e aí para renderem homenagem ao seu colega desaparecido. Os mineiros desfilarão em silêncio como forma de protesto para exigir melhores condições de segurança na atividade mineira.

O operário da mina, propriedade da multinacional sueco-canadiana Lundin Miningm, seguia a pé no fundo da mina, numa frente de trabalho, quando ocorreu a derrocada que o deixou soterrado. O óbito foi confirmado no local pelo médico da VMER do Hospital de Beja.

Recorde-se que o último acidente com vítimas mortais em Neves-Corvo remonta a junho de 2015, quando um homem de 27 anos, natural de Coimbra e trabalhador de uma empresa subcontratada, pela Somincor, faleceu na sequência da queda de uma plataforma elevatória na lavaria do zinco.

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