Recuo

Autarca de Cabeceiras de Basto justifica aumento de casos com surtos ligados a dois funerais

Autarca de Cabeceiras de Basto justifica aumento de casos com surtos ligados a dois funerais

O Município de Cabeceiras de Basto vai ter de recuar um nível no desconfinamento e a notícia não causou surpresa nos Paços do Concelho.

Francisco Alves, autarca cabeceirense, disse ao JN que "já era uma situação esperada".

A partir deste sábado, dia 8, o concelho recua à fase de 19 de abril., adotando medidas como o encerramento do comércio e da restauração às 13 horas ao fim de semana e o limite de quatro pessoas por mesa nos restaurantes (seis na esplanada).

Com uma população estimada em cerca de 16 mil pessoas, o edil justifica estes casos com dois surtos que podem ter surgido na sequência de dois funerais em diferentes freguesias. Além disso, revela ainda que a testagem em massa nas escolas revelou 30 casos positivos.

"Essa testagem foi boa porque permitiu estancar uma possível propagação do vírus mas também ajudou a colocar-nos neste patamar de perigo", explicou.

A autarquia promoveu a testagem do pré-escolar ao terceiro ciclo, enquanto o Governo se encarregou dos testes no secundário, num total de dois mil testes realizados.

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Autarca lamenta falta de informação

Francisco Alves lamenta que, da parte das entidades da saúde, não haja uma melhor comunicação dos números reais. "Tínhamos os dados duas ou três vezes por semana e até sabíamos por freguesia, o que permitia outro tipo de atuação. Deixámos de ter os dados do ACES por diretrizes emanadas de cima mas esses números eram importantes para nós", reclama. Pelos cálculos feitos pela autarquia, Cabeceiras deverá ter 55 casos ativos, quando recentemente chegou a ter 91.

Até nova avaliação da evolução da pandemia no concelho, Francisco Alves e o restante executivo vão avaliar medidas que possam vir a ser tomadas.

"Vamos ponderar a não realização da feira semanal, às segundas, até para dar um sinal à população. Quanto ao resto, já tínhamos os espaços desportivos e culturais encerrados", ressalvando que a autarquia tem apostado no apoio muito próximo das pessoas e das empresas nesta fase de pandemia. "A Câmara tem ajudado mas é sempre complicado para as pessoas. Estão apreensivas", concluiu.

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