Guimarães

Ficou sem 10 mil euros por ter rasgão na raspadinha

Ficou sem 10 mil euros por ter rasgão na raspadinha

O Departamento de Jogos da Santa Casa recusou pagar 10 mil euros de uma raspadinha premiada a uma mulher de Guimarães. Como o talão está rasgado, não cumpre os regulamentos. A mulher, triste, conforma-se.

O talão foi comprado em fevereiro passado, no dia dos namorados. Maria Freitas, de 57 anos e residente em Pinheiro, Guimarães, comprou cinco raspadinhas no centro da cidade, no Quiosque Cuca, com o intuito de raspar uma e dar as outras quatro ao marido. Nessa que raspou saíram-lhe cinco euros e pediu uma "Moedas da Sorte".

Levou a raspadinha para casa e, quando ia raspar, apercebeu-se de um pequeno rasgo no canto superior esquerdo do talão. O rasgo foi feito pelo facto de Maria ter colocado o talão na bolsa. Raspou o bilhete na mesma e viu que tinha o prémio de 10 mil euros. Foi ao Departamento de Jogos da Santa Casa, onde lhe foi dito que não podiam pagar o prémio porque o talão não cumpria o estipulado nos regulamentos, devido ao rasgão.

Reclamou para o júri da Santa Casa e recebeu a resposta do indeferimento, na semana passada. "Era mesmo uma coisinha de nada, fiquei com aquela expectativa. Agora é que recebi a informação", lamenta Maria Freitas. O processo foi traumático para Maria: "Andei com muitas dores de cabeça, cheguei a dizer que me matava. É chato porque é uma deceção muito grande".

Segundo Maria, todas as letras do talão estavam legíveis e o rasgão era pequeno, com cerca de três centímetros. Apesar disso, o valor do prémio não foi pago e o regulamento da Lotaria Instantânea, vulgo "raspadinha", dá razão ao júri que rejeitou o pedido de Maria. É que no artigo nove do regulamento diz que "não serão pagos" os bilhetes físicos "que não reúnam as condições", nomeadamente as de serem legíveis, não estarem mutilados, não se encontrarem deteriorados ou defeituosos, não se encontrarem alterados, manterem intacta a zona de "não raspar" e manterem intacto o código de barras.

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