Vizela

Tratado de Tagilde entra no calendário

Tratado de Tagilde entra no calendário

Dez de Julho foi uma data que passou quase despercebida aos vizelenses e ao país desde quase sempre mas foi neste dia, em 1372, que Portugal e Inglaterra assinaram o Tratado de Tagilde, no início da mais velha aliança do mundo. “Os tagildenses podem afirmar que da sua terra vê-se a história de Portugal e da Europa”, assim terminou a dissertação da historiadora local Maria José Pacheco que, ontem, marcou a comemoração do 638º aniversário da assinatura do Tratado.

Paula Lima, presidente da Junta de Freguesia de Tagilde, está apostada em dar visibilidade à comemoração desta aliança entre Portugal e Espanha, que teve esta pequena localidade minhota como testemunha. “Vamos fazer um esforço para que esta data envolva o concelho, e quiçá o país, e que tenha impacto nacional”, afirmou a autarca.

“Já há autorização para irmos buscar réplicas de alguns documentos originais que estão em Inglaterra e queremos construir aqui um pequeno museu onde possam ser observados”, anunciou a autarca. Contudo, o grande sonho dos tagildenses é a recuperação de uma réplica do Tratado cujo original se encontra em Inglaterra. “Já houve conversas com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, com o da Cultura e com a embaixada de Portugal em Inglaterra e agora estamos à espera de respostas”, confessou Dinis Costa. O presidente do município de Vizela está também empenhado em rentabilizar este facto histórico trazendo gente a Vizela para, de forma criativa, “arranjar empregos”.

O rei português D. Fernando assinou com os delegados do duque de Lencastre o chamado “pacto de Tagilde”. Esse acordo constituiu o primeiro fundamento jurídico do futuro tratado de aliança entre Portugal e a Inglaterra, que ainda hoje perdura. Portugal comprometia-se a ajudar João de Gante, Duque de Lencastre, contra Henrique II de Castela.