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Câmara de Santana quer preservar casas típicas de colmo

Câmara de Santana quer preservar casas típicas de colmo

A requalificação das típicas casas cobertas de colmo, amplamente fotografadas pelos turistas, é um dos objectivos da Câmara de Santana, na Madeira, para perpetuar a tradição local.

Ex-líbris deste concelho no norte da ilha da Madeira, as casas de Santana, tidas como vestígios das primitivas construções, são feitas de madeira e cobertas de colmo.

Também conhecidas como casas de "empena" ou "palhaças", possuem uma estrutura de V invertido cuja cobertura de colmo, em alguns casos, atinge o nível do solo.

Estas habitações apresentam três tipos de construção nomeadamente casas de empena de fio, casas de empena de meio fio e casas de quatro águas.

A empena (frontispício) da casa de fio é triangular e está coberta de colmo desde a cumeira até ao solo formando duas águas.

As casas apresentam um sótão, depósito de produtos agrícolas, e um piso térreo destinado a habitação cuja ligação é feita através de uma escada, nalguns casos amovível.

"A requalificação das casas típicas de Santana, um cartaz turístico do município e da Região Autónoma da Madeira, visa criar um pequeno roteiro com a identidade, a história, a tradição, a cultura, a doçaria, as flores e o artesanato", explica o presidente da Câmara, Rui Moisés, à Lusa.

Segundo o presidente da autarquia, a aposta visa tornar Santana "um destino turístico agradável e aprazível que faça as pessoas voltar".

Rui Moisés destaca que existem muitas destas habitações disseminadas pelos vales e montanhas do concelho, algumas das quais habitadas, mas cuja manutenção necessita de ser apoiada: "já temos os terrenos municipais com o cultivo do trigo para depois termos o colmo para cobrir estas mesmas casas".

O autarca sublinha, ainda a este propósito, que a Câmara apoiará, tanto quanto for possível, os munícipes porque as casas típicas de Santana representam também um "património" da ilha.

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