Amarante

Secretária de Estado inaugurou termas em Amarante

Secretária de Estado inaugurou termas em Amarante

A secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, esteve, este sábado na inauguração do novo complexo termal de Amarante, onde vai ser possível tratar doenças das vias respiratórias e musculoesqueléticas.

Na sua intervenção, a secretária de Estado da Saúde lembrou que os tratamentos termais voltaram a ser comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde. O financiamento dos tratamentos realizados nas termas estava suspenso desde 2011 e foi retomado no início deste ano. Numa primeira fase o regime de comparticipação assume a forma de projeto-piloto. No primeiro trimestre de 2020 será feita a avaliação.

"O projeto-piloto será avaliado de forma a medir os benefícios alcançados por estes tratamentos. Posteriormente será definida a política a seguir em matéria de prescrição e comparticipação nesta área", disse Raquel Duarte, durante a inauguração das Termas de Amarante enaltecendo os benefícios em manter a população saudável.

"O termalismo está alinhado com o plano nacional de saúde e por outro lado pode contribuir para o tratamento e prevenção de algumas patologias crónicas bem como a eventual redução da despesa em meios complementares e de diagnóstico, terapêuticos e medicamentos para além da diminuição do absentismo laboral aumentando a produtividade e melhorando a qualidade de vida", acrescentou a Secretária de Estado.

O valor da comparticipação paga pelo Estado ascende a 35% do preço do conjunto de tratamentos, tendo como limite 95 euros por utente.

As comparticipações abrangem várias doenças, entre as quais artrite reumatoide, rinite, asma, diabetes, anemia ou insuficiência venosa.

Em Amarante a partir de agora nas novas Termas será possível tratar doenças respiratórias (rinites alérgicas, sinusites, laringites e asma, etc.) e doenças musculoesqueléticas (sequelas de traumatismos, osteoartroses e reumatismos, entre outras). O novo complexo termal que também está dotado de condições para atuar na área do bem-estar, representou um investimento de 1,9 milhões de euros custeados pelo município.

A gestão do equipamento será feita pela autarquia, pelo menos nos próximos dois anos, tendo para o efeito contratado uma equipa técnica especializada com direção clínica do médico hidrologista Jorge Santos Silva.

As Termas de Amarante terão capacidade para tratar diariamente cerca de 60 pessoas em tratamentos das vias respiratórias e 50 em balneoterapia. Se os rácios se cumprirem em média por ano passarão pela infraestrutura cerca de 4 mil pessoas.

O estabelecimento termal de Amarante funcionará todos os dias da semana, das 9h00 às 20h00.

O primeiro Alvará de Concessão de termalismo em Amarante data de 1895, tendo passado para a Câmara em 1968, que em 2013 retomou o projeto antigo de construir as Termas agora inauguradas.

Hospital de Amarante

Na cerimónia de inauguração o Presidente da Câmara de Amarante trouxe à liça a velha questão do desaproveitamento do Hospital de Amarante, pedindo à Secretária de Estado da Saúde para que a tutela e a administração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) façam "uma avaliação do estado atual das coisas" nos hospitais de Amarante e Padre Américo, em Penafiel. "Que de uma vez por todas se atribua a devida importância ao hospital de Amarante, capacitando-o com as valências previstas e paras as quais foi projetado, Sra. Secretária de Estado, com simpatia lhe digo, mais vale tarde que nunca", disse.

Raquel Duarte durante a estada em Amarante limitou-se a falar de termalismo.