Conservação

Restaurado um dos frescos mais antigos da Rota do Românico em Marco de Canaveses

Restaurado um dos frescos mais antigos da Rota do Românico em Marco de Canaveses

Estão concluídas as obras de conservação e restauro promovidas pela Rota do Românico na Igreja de São Nicolau e da Capela de São Lázaro, no Marco de Canaveses, que tiveram como alvo as pinturas murais a fresco da nave, descobertas acidentalmente em 1973.

Uma das mais relevantes é o painel com a figura de Santo Antão, datado do século XV, e, por isso, um dos frescos mais antigos da Rota do Românico. A empreitada teve um custo de 33 mil euros, cofinanciado em 90% pelo Turismo de Portugal e em 10% pelo Município do Marco de Canaveses.

O final das obras é apresentado esta quinta-feira, dia 4 de junho, pelas 16.30 horas, "com uma sessão de apresentação dos trabalhos realizados" que tiveram acompanhamento técnico da Direção Regional de Cultura do Norte.

Entre 2013 e 2015, a Igreja de São Nicolau, junto ao rio Tâmega, foi alvo de uma ampla intervenção de conservação das coberturas, paredes exteriores e retábulos. Na vizinha Capela de São Lázaro foram renovadas, no início de 2019, as respetivas coberturas.

As obras nestes dois monumentos, classificados desde 1971 como Imóveis de Interesse Público, foi concluída, no último semestre, com a conservação e restauro das pinturas murais de São Nicolau e do retábulo de São Lázaro.

Além do painel com a figura de Santo Antão na mesma parede da Igreja de S. Nicolau, subsistem "fragmentos de um anjo e de uma figura ajoelhada em oração (do século XVI), e, na parede sul, surgem as representações de um abade beneditino e de Santa Catarina de Alexandria, ambas do século XVI, bem como uma outra Anunciação, talvez do século XVIII", admite fonte da Rota do Românico (RR).

A empreitada foi realizada no âmbito da operação "Valorização Patrimonial da Rota do Românico", apresentada pela Associação de Municípios do Vale do Sousa (entidade gestora da RR) ao programa Valorizar - Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior.

A Rota do Românico reúne, atualmente, 58 monumentos, distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega (Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende), no Norte de Portugal.

As principais áreas de intervenção da Rota do Românico abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.

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