Autárquicas

Candidata do Bloco denuncia "vícios" e reclama "justiça social" em Matosinhos

Candidata do Bloco denuncia "vícios" e reclama "justiça social" em Matosinhos

Carla Silva apresenta-se às autárquicas: "O rumo seguido pela autarquia tem prejudicado seriamente a qualidade de vida dos matosinhenses"

Fala e traduz fluentemente os idiomas de Voltaire e de Goethe, é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas - Estudos Franceses e Alemães pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é professora na Escola Secundária Alexandre Herculano, no Porto, e mulher de Cultura. Eis, então, Carla Silva, portuense de 49 anos, matosinhense de adoção e candidata pelo Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Matosinhos. Lema eleitoral: "A defesa da justiça social".

Desde muito jovem, Carla Silva esteve ligada a movimentos associativos, recreativos e culturais, incluindo a Federação das Associações Juvenis do Distrito do Porto. Colaborou com a programação cultural da "Porto 2001, Capital Europeia da Cultura". Ingressou na política em 2017, como deputada à Assembleia Municipal de Matosinhos. Em quatro anos, avaliou e marcou território.

"Os vícios instalados pelos sucessivos Executivos socialistas ou ex-socialistas, com interesses partidários muito particulares, têm impedido que haja efetivamente uma visão mais humanista no município que permita desenhar políticas públicas coesas, de proximidade, e, consequentemente, resolver os inúmeros problemas existentes. Com os mandatos que tivemos, quer na Assembleia Municipal quer nas Assembleias de Freguesia, conseguimos concretizar algumas medidas significativas que vão ao encontro dos interesses dos nossos concidadãos, como foi o caso da implementação da Tarifa Social da Água, da abolição de Herbicidas com Glifosato, além da proposta que apresentamos para a existência de um Plano Específico para a Gestão da Água no Rio Leça. Queremos, por isso, ter mais força para poder responder de forma mais eficaz aos problemas que os munícipes nos apresentam", diz ao JN a candidata do Bloco às eleições de 26 de setembro.

"A nossa bandeira é a da defesa da justiça social, incluindo, naturalmente, o direito à habitação, à saúde, ao transporte e à qualidade de vida ambiental. Queremos um município que proteja os seus habitantes e que acautele, acima de tudo, os direitos inalienáveis dos seus cidadãos. Defendemos a existência de investimento em Matosinhos que preveja a criação de emprego, com direitos, e que dinamize a nossa economia, o nosso comércio local e a nossa restauração", acrescenta Carla Silva, que se insurge contra o encerramento da refinaria da Galp.

"Foi uma decisão irresponsável e desumana que lesou centenas de trabalhadores e respetivas famílias. Infelizmente, este Executivo não esteve à altura de defender o bem-comum e os interesses do município. Penso que importa, agora, reconverter todos os postos de trabalho, porque estamos a falar de pessoal altamente qualificado e manter nesse local uma atividade económica e industrial que assegure já a necessária transição energética de combate às alterações climáticas", considera Carla Silva, que acusa a Câmara de "incapacidade negocial".

"Foi um mandato sem uma liderança forte e sem capacidade negocial junto das entidades supramunicipais, como o Governo, a APDL e a própria Área Metropolitana, e isto em matérias tão importantes como foram os casos do encerramento da refinaria da Galp, da obra de prolongamento do quebra-mar no Porto Leixões, da colocação de novos pórticos nas principais vias de acesso a Matosinhos e, finalmente, do problema reiterado de acesso à ponte de Leixões, tudo isto tem prejudicado os nossos munícipes. Este foi um Executivo que demonstrou uma clara ausência de visão estratégica e de planeamento na defesa dos interesses e necessidades dos matosinhenses", conclui Carla Silva.

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