Atropelamento

Condutor em fuga após matar cadela dos bombeiros de Santo Tirso

Condutor em fuga após matar cadela dos bombeiros de Santo Tirso

Quando o alarme de emergência soava no quartel dos bombeiros de Santo Tirso, Sirene começava a ladrar. Desde terça-feira, impera o silêncio na corporação. A cadela morreu atropelada numa passadeira da Rua dos Fontiscos, em Santo Tirso. Foi sepultada no terreno da casa onde cresceu: o quartel dos bombeiros.

O acidente ocorreu ao final da tarde de terça-feira, quando a cadela saiu para passear. Foi uma colega de Pedro Matos, bombeiro há mais de 25 anos em Santo Tirso, quem alertou a corporação para o atropelamento. O condutor fugiu após o sinistro. Para Pedro Matos, permanece a revolta de quem viu uma "companheira" desaparecer, sem que lhe fosse prestado apoio. Em sofrimento e sem possibilidade de recuperação, Sirene foi eutanasiada.

"Foi uma das imagens mais tristes [a que assisti] e é uma perda muito grande. Limpei-lhe várias vezes as lágrimas. A bicha era muito acarinhada pelo corpo ativo. Tive muitos bons momentos com ela. Quando chegava às oito horas para trabalhar, ela ficava eufórica e metia as patas em cima dos meus ombros para dar um abraço. Agora, fica aquele espaço vazio", contou Pedro Matos, que estava em casa quando soube do incidente e se deslocou ao local.

Numa entrevista ao JN, em outubro de 2015, Joaquim Souto, o então comandante dos bombeiros de Santo Tirso, desvendou alguns dotes da Sirene. "Já aprendeu a jogar futebol", disse, na altura.

Sirene era a segunda cadela dos bombeiros de Santo Tirso. A antecessora "Agulheta" também morreu atropelada em 2015, aos dois anos, depois de ter cativado os bombeiros. "Tivemos uns três ou quatro meses sem cadela, até que uma colega trouxe a Sirene. Na escola secundária D. Dinis, os miúdos gostavam muito da bicha. Andava sempre por ali", referiu Pedro Matos.

"Ela tinha um dom. Se sentisse o carro dos bombeiros chegar, começava logo a rondar. Parece que sentia", acrescentou o bombeiro.

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