Ermesinde

Dezenas de cavalos subnutridos apreendidos em antiga vacaria

Dezenas de cavalos subnutridos apreendidos em antiga vacaria

As autoridades encontraram 83 cavalos, muitos deles subnutridos, numa antiga vacaria em Ermesinde, no concelho de Valongo. O dono alega que os comprou assim e está a engordá-los para os vender em França.

Um inspeção da PSP e do veterinário municipal de Valongo detetou dezenas de cavalos subnutridos numa antiga vacaria, em Ermesinde. O proprietário nega maus-tratos e até diz que os está a engordar para serem vendidos para alimentação humana em França. Já foi garantida alimentação para os 83 cavalos que ficaram apreendidos até que se verifique a legalidade da sua situação.

A denúncia foi feita na semana passada através das redes sociais. Várias dezenas de cavalos estariam subnutridos e às portas da morte numa exploração agrícola em Ermesinde. Ontem à tarde, a PSP e o veterinário municipal foram ao local e constataram a existência de vários animais em mau estado de nutrição, mas nenhum deles estava doente ou morto.

Na manhã desta terça-feira, as autoridades, incluindo agora elementos da Direção Geral de Agricultura e Veterinária (DGAV), regressaram para uma vistoria mais apurada. "A maioria dos 83 cavalos tinha chip e vários estavam em bom estado", afirmou Fernando Rodrigues, veterinário municipal. Segundo o veterinário foi garantida alimentação para os animais que ficaram apreendidos até que seja esclarecida a sua situação. Porém, Fernando Rodrigues já adiantou que o espaço apenas terá condições para albergar metade dos animais encontrados.

Vender para alimentação humana

Questionado pelas autoridades, o proprietário da exploração agrícola terá justificado o mau estado de alguns animais porque se dedica à compra de cavalos idosos e em más condições em Portugal para depois os engordar e vender em França para alimentação humana. O processo está agora nas mãos da DGAV que irá analisar a legalidade dos animais.

Segundo vizinhos da exploração, naquele local já funcionou uma vacaria e há muito que vinham alertando para as más condições de higiene e para o cheiro nauseabundo vindo do local. O JN tentou contactar o proprietário dos animais mas não foi possível.

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