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Educação, cultura e "luta contra a solidão" são os desígnios de Valongo

Educação, cultura e "luta contra a solidão" são os desígnios de Valongo

José Manuel Ribeiro avança para terceiro mandato consecutivo com a determinação da ação social e do combate aos efeitos da pandemia. "Temos de sair da bolha", disse o autarca, reempossado nesta segunda-feira.

Abílio Vilas Boas, presidente cessante da Assembleia Municipal de Valongo, reeleito para o cargo, procedeu à instalação dos 27 deputados municipais, incluindo a dele próprio, e dos nove vereadores da Câmara, entre os quais o também socialista José Manuel Ribeiro, que saiu das eleições de 26 de setembro igualmente reconduzido à frente do Executivo, para terceiro mandato consecutivo, com maioria absoluta e planos prioritários, na proteção social, acima de tudo.

À cerimónia assistiram pares de municípios do distrito do Porto, nomeadamente Luísa Salgueiro (Matosinhos), Marco Martins (Gondomar), Alexandre Almeida (Paredes) e Paulo Pereira (Baião). Silva Tiago (Maia) só pôde chegar quase no final do protocolo, mas ainda a tempo de cumprimentar o homólogo de Valongo. Narciso Miranda foi outro dos notáveis presentes.

A solenidade decorreu numa tenda gigante, instalada no Parque do Vale do Leça, em Alfena. Um sinal de descentralização e também de reconhecimento à freguesia que nas últimas eleições mudou para as mãos do PS, completando-se, assim, a primazia "rosa" em todas as juntas do município.

Menos bolha, mais participação cívica

Verificada a legitimidade e identidade dos eleitos, o protocolo encerrou com o discurso do presidente da Câmara. "Não é uma frase vazia. A luta contra a solidão é uma emergência. Para isso, temos de investir na educação, na cultura, para as pessoas saírem da bolha e voltarem a conviver".

Na terceira tomada de posse, José Manuel Ribeiro agradeceu "a todos os munícipes" pelos últimos vinte meses de resistência coletiva ao coronavírus, mas destacou "o trabalho notável" da Comissão Municipal de Proteção Civil. Tudo para insistir nos desafios mais próximos: "Vamos dedicar este último mandato à luta contra a solidão".

"Temos de fazer algo rapidamente. As pessoas estão cada vez mais fechadas numa bolha. Falam cada vez menos umas com as outras. Só há uma forma de contrariar este problema. É através da cultura, do património. Temos que estimular mais convívio entre as pessoas, promover animação cultural o ano todo, para combater os fenómenos que nos afastam cada vez mais da participação cívica e para lutar contra problemas graves de saúde mental", disse o autarca.

Emergência municipal

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"Nos próximos quatro anos - acrescentou José Manuel Ribeiro -, vamos reduzir o IMI todos os anos em 2,5% até chegar 0,35%, abaixo do valor que encontrámos em 2013. Além deste "sinal para as famílias", o autarca anunciou o reforço do fundo social de emergência municipal, dirigido a famílias carenciadas e a crianças em risco de carência alimentar.

"Quem souber de pessoas que passam mal que não se cale. Digam! Só passa mal quem quer. Nós temos os instrumentos para responder às pessoas", acrescentou o presidente da Câmara de Valongo.

José Manuel Ribeiro destacou, ainda, o chamado plano estratégico de habitação - "São 41 milhões que temos de implementar nos próximos anos" - e "a aposta na educação", designadamente com a requalificação do parque escolar e o combate ao insucesso escolar. "Dou um dado importante: 50% dos alunos do primeiro ciclo têm dificuldades de leitura e isto explica muitos dos problemas da nossa educação".

Toque de Midas

Quase a decalcar o programa eleitoral - da mobilidade aos projetos de recuperação ambiental para o Parque das Serras e para o Vale do Leça ou às hortas biológicas -, José Manuel Ribeiro quer "atrair mais investimento" e "atingir o objetivo de 500 milhões de euros captados e realizados até 2025, com o benefício de criação de quatro mil postos de trabalho".

Finalmente, o aplauso e os abraços ao presidente da Câmara que reclama "o toque de Midas" e a receita para a prosperidade de Valongo.

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