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Marginal de Vila do Conde vai estar 300 dias em obras

Marginal de Vila do Conde vai estar 300 dias em obras

Este ano, não vai ser possível fazer praia entre a praia da Meia-Laranja e o restaurante Caximar. Enrocamento está em risco.

Já começaram as obras de proteção na marginal de Vila do Conde. A empreitada, da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), está orçada em 847 mil euros e deverá prolongar-se por 300 dias. Assim, este verão está proibida a prática balnear entre a praia da Olinda Norte e a praia do Mestre, ou seja, em frente à chamada "Quinta do Engenheiro Carvalho", entre a Meia-Laranja e o Caximar.

"Aquele enrocamento estava em muito más condições. Muitas pedras já caíram e há um sério risco de derrocada", afirmou, ao JN, o presidente da Câmara, Vítor Costa, que, em outubro de 2020, ainda durante a pré-campanha eleitoral, fez uma visita ao local com três deputados do Partido Socialista na Assembleia da República para alertar para os perigos e pressionar o Governo a avançar com as prometidas obras.

Dias depois, o Ministério do Mar admitia que, já em junho de 2019, um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) alertava para "o risco de derrocada da marginal", recomendava "a interdição da praia" e "obras urgentes". A praia nunca foi fechada e, nos três verões seguintes (2019, 2020 e 2021), a Câmara de Vila do Conde montou mesmo escadas de acesso ao areal.

Dada a proximidade do porto de pesca, aquelas praias estão sob a jurisdição da Docapesca, tutelada pelo Ministério da Agricultura, quando, na realidade, o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e todas as intervenções na costa são da responsabilidade da APA, sob a alçada do Ministério do Ambiente. A intervenção obrigou a um protocolo entre os dois para que pudesse ser a APA a assumir a obra.

Ali, em pleno centro de Vila do Conde, numa das zonas com maior afluência de banhistas, há cerca de 500 metros onde o enrocamento dá sinais claros de degradação. Entre a estrada e a praia, há dez metros de desnível. O areal é cada vez mais pequeno e o mar bate ali diariamente. No "muro" de contenção do mar, feito em 2001, depois de as marés vivas do inverno terem arrastado parte da marginal, há pedras soltas e grandes buracos.

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