Vila do Conde

Novo concurso para concessionar Forte de S. João

Novo concurso para concessionar Forte de S. João

A Câmara de Vila do Conde vai voltar a abrir concurso para a concessão do Forte de S. João Batista. A presidente, Elisa Ferraz, reconhece "as fragilidades" do primeiro concurso, que, em maio, dava a vitória ao grupo Eskada e ameaçava voltar a transformar o icónico edifício numa discoteca ao ar livre. Agora, o investimento em obras será majorado. E quanto mais rápido, melhor.

"Com humildade, reconhecemos que, nos moldes em que trouxemos pela primeira vez, haveria fragilidade", admitiu, na Assembleia Municipal, Elisa Ferraz.

O concurso acabou anulado. Agora, "limadas muitas arestas", há uma nova proposta. A ideia é que o Forte volte a ser uma unidade hoteleira, restaurante e estabelecimento de bebidas. O preço base é de 2.040 mil euros (1,5 milhões de investimento direto e 540 mil euros de rendas - um mínimo três mil euros mensais). O imóvel deve permitir visitas ao público, receber eventos que envolvam associações/instituições locais e funcionar o ano inteiro. A promoção do edifício a nível nacional também será majorada.

O montante da renda pesa 40%, a antecipação das obras de valorização, manutenção e conservação 45% e o programa de exploração 15%.

Elisa Ferraz diz que é preciso encontrar um equilíbrio entre a valorização do património com um projeto viável, sob pena de se ter "um edifício abandonado", e lembra que, com oito quartos, a vertente hoteleira "não é, por si só, rentável". Quanto às obras, lembra que o forte do século XVII precisa de uma "intervenção de fundo" e, por isso, a antecipação dos trabalhos será majorada.

Quase abandonada durante todo o século XX, a fortaleza, mesmo em cima da praia, abriu portas como hotel de charme a 1 de julho em 2000, mas o objeto da concessão pouco durou.

Em meia dúzia de anos, transformou-se numa discoteca ao ar livre, a funcionar só no verão, que, durante anos, deixou a vizinhança de cabelos em pé, numa das zonas mais caras da cidade. A concessão, renovada até ao limite, terminou em maio.

PUB

Em fevereiro, a Câmara abriu novo concurso. Em maio, entre cinco propostas, o júri sugeria a entrega da concessão ao grupo Eskada, detentor de discotecas em Vizela, Porto, Freamunde e Felgueiras. A história prometia repetir-se. Elisa anulou o procedimento.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG