
Eduardo Vítor Rodrigues acompanhou as aulas dos primeiros alunos
Artur Machado / Global Imagens
Aprender fora das salas de aula é o objetivo do projeto Escola Ciência Viva que envolve os alunos do primeiro ciclo do ensino básico das escolas de Gaia.
Bancadas com lupas, microscópios e outros equipamentos de observação enchem as quatro salas da escola. As mesas são partilhadas por grupos de quatro alunos e o primeiro passo é vestir uma bata branca para tornar as crianças verdadeiras cientistas, reproduzindo o ambiente laboratorial de investigação.
Situada no Parque Biológico de Gaia, a Escola Ciência Viva é dirigida, nesta primeira fase, aos alunos do quarto ano porque, segundo Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia, "são aqueles que já têm alguma maturidade suplementar", reforçando que "este é o projeto mais marcante na área da educação a seguir ao Gaia Aprende +".
O autarca esteve presente nesta segunda-feira na receção das duas primeiras turmas e referiu que o objetivo é "fazer com que o projeto cresça". Está enquadrado no horário curricular e "ajusta-o a uma experiência fora da escola, mas também está ligado direta e indiretamente às questões ambientais", acrescentou.
Os alunos têm disponíveis, durante uma semana, diversas atividades, desde criar um circuito elétrico, com o objetivo de acender uma luz, até cozinhar as suas próprias queijadas.
Com olhos postos no futuro, o objetivo é preparar as crianças para as novas profissões com uma ligação à ciência. "As crianças têm de estar preparadas e não terem medo de experimentar coisas novas", referiu Francisco Saraiva, coordenador da escola Ciência Viva. Prevê-se que passem por este projeto-piloto cerca de 50 crianças por dia.
Os participantes são deixados na escola pelos pais e a Câmara assegura o transporte para o Parque Biológico de Gaia. Um dos momentos altos é a conversa com o cientista, uma vez por semana, durante uma hora e meia, de forma a "desmistificar a ideia do cientista louco" esclareceu o coordenador.
Atualmente não é possível a participação de alunos de outros municípios. "Temos uma comunidade escolar de 15 mil alunos só no primeiro ciclo e, portanto, julgo que nem para todos estes conseguimos uma resposta imediata", lamentou Eduardo Vítor Rodrigues, acrescentando o desejo de que os professores sejam residentes e "transformem isto no seu projeto de vida".
No total, a obra custou ao Município de Gaia um valor entre 200 e 300 mil euros, incluindo infraestruturas e materiais como quadros interativos e tablets.
