Vila Nova de Gaia

Jardim do Morro será recuperado no verão

Jardim do Morro será recuperado no verão

O Jardim do Morro, em Gaia, será requalificado durante o verão. As obras custarão meio milhão de euros e serão suportadas pela Câmara. O espaço verde, que hoje atrai muitos turistas, terá um anfiteatro ao ar livre, um parque geriátrico e uma cafetaria. A gruta e o lago serão preservados.

O Jardim do Morro foi construído há 89 anos em Gaia. Desde então, o desenho pouco mudou apesar de hoje ser vizinho do metro e local de passagem de milhares de turistas. Mas o jardim histórico tem vindo a perder vivacidade, acentuando-se os sinais de degradação. Restam os tocos de árvores cortadas, papeleiras velhas, bancos grafitados e um lago sem água a envolver a gruta.

A Câmara de Gaia prepara uma intervenção, que avançará até ao verão, para devolver identidade ao jardim histórico numa área onde os espaços verdes são uma raridade.

"Há muitos turistas que entram no concelho à cota alta e o Jardim do Morro é hoje um espaço pouco digno. O projeto visa o embelezamento do espaço, mas também criar um polo de fixação de atividade", especifica Eduardo Vítor Rodrigues, assinalando a instalação de um anfiteatro ao ar livre e de uma cafetaria e a criação de uma feira sazonal de artesanato com dois polos: um no Jardim do Morro e outro no Cais de Gaia.

O estudo prévio, desenvolvido por Nuno Oliveira, arquiteto paisagista Nuno Cunha Gomes e arquiteto Francisco Saraiva, defende a preservação do desenho original do horticultor Alfredo Moreira da Silva e do capitão de Engenharia João Oliveira Pombeiro, dotando-o de equipamentos para a infância e para a terceira idade e tornando a sua utilização mais confortável.

O investimento, que será suportado integralmente pelo Município, ascende a 477,2 mil euros. A obra, que durará quatro meses, arrancará no início do verão. O concurso público será lançado até ao final de maio. O anteprojeto foi apresentado este sábado na Câmara de Gaia.

Nos dias de sol, é habitual ver os turistas estendidos na relva na encosta voltada para o rio Douro, com vistas para o Porto e a Ribeira de Gaia. Esse declive, usado já como miradouro informal, vai converter-se num anfiteatro. O anteprojeto prevê a eliminação de um caminho interior do jardim para ampliar a zona relvada na encosta, onde surgirão bancos de betão de diferentes dimensões e uma pequena plataforma na extremidade do declive. O anfiteatro ao ar livre possibilitará a estadia confortável para quem deseja repousar e apreciar as vistas e abre a porta à realização de pequenos espetáculos.

Já existe um velho palco, em forma de meia-lua, no centro do jardim que ninguém usa. A plataforma será demolida (assim como os sanitários). Nesse local, a futura Praceta de Diogo Cassels (o busto do pedagogo será preservado), surgirá um pequeno bar com quiosque e esplanada. Por trás, ficam a gruta, o lago e o miradouro, elementos românticos do projeto original. Todos serão recuperados.

A área de lazer nascerá no lado sul do jardim, onde já existe um parque infantil e um telheiro onde os idosos se reúnem a conversar e a jogar cartas. O parque infantil será alargado com mais brinquedos para as crianças. Ao lado, nascerá um parque geriátrico com equipamentos para a prática de exercício físico ao ar livre, pensados sobretudo para uma população mais idosa e para pessoas com incapacidades motoras. O telheiro atual será demolido, dando lugar uma zona de estadia moderna com mesas e cadeiras. Nessa área, a Câmara colocará sanitários. O mobiliário urbano será renovado, prevendo-se a instalação de bancos de granito.

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