República Checa

Corpo encontrado em prédio é de estudante português desaparecido

Corpo encontrado em prédio é de estudante português desaparecido

As autoridades checas confirmaram, esta terça-feira de manhã, que o corpo encontrado ao início da noite de segunda-feira numa claraboia, junto ao bloco de apartamentos onde vivia o português Tomás Alcaravela, pertence, de facto, ao jovem de 20 anos que estava desaparecido desde sábado.

O cadáver foi encontrado durante as buscas pelo estudante de Medicina num prédio na rua Puškinova. Quando os médicos chegaram ao local, já nada haveria a fazer, pelo que o óbito foi declarado. A causa da morte será agora determinada pela autópsia.

De acordo com a imprensa checa, a janela da casa de banho do apartamento, no último andar, em que o aluno morava daria acesso direto à claraboia "de difícil acesso" onde o corpo acabaria por ser encontrado.

A Universidade de Charles lamentou a morte precoce do jovem natural de Abrantes, esta terça-feira de manhã. "Anunciamos com profunda tristeza que o estudante Tomás Alcaravela deixou-nos tragicamente. Nestes momentos difíceis, toda a Faculdade de Medicina de Plzen partilha o luto com os pais, colegas e amigos", é possível ler na nota publicada no site da instituição.

"O clima é de consternação. Não se fala noutra coisa, porque ninguém esperava uma coisa destas", comentou o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Valamatos.

Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, contactado ao início da noite de segunda-feira pelo JN, indicou esta manhã que "as autoridades policiais da República Checa confirmaram à embaixada de Portugal em Praga a identidade do corpo encontrado ontem [segunda-feira] junto ao local de residência do cidadão nacional desaparecido durante o fim de semana".

PUB

A mesma fonte adiantou que o embaixador de Portugal naquele país já se encontrou com os familiares do jovem. Estão em Plzen elementos da embaixada e da secção consular, a fim de prestarem o apoio necessário às autoridades checas e à família do cidadão nacional que morreu.

Tomás Alcaravela estava desaparecido desde a madrugada de sábado, após uma ida à discoteca No Limits, e de ter sido visto a entrar no apartamento, por volta das 5 horas. As tentativas de localização do telemóvel e as buscas nos hospitais próximos nunca produziram resultados.

A notícia do desaparecimento de Tomás deixou toda a comunidade de Abrantes "muito preocupada", como adiantou ao JN o presidente da Câmara daquele município.

Quando teve conhecimento da situação, Manuel Valamatos chegou mesmo a contactar o pai por telefone, sem sucesso, pois este já tinha ido para a República Checa dar apoio nas buscas, tal como a mãe e um tio.

A frequentar o 2º ano de Medicina na Universidade de Charles, Tomás era o mais velho de quatro irmãos. Médico cardiologista, o pai tem uma clínica na cidade, a mãe é professora e o avô, Silvino Alcaravela, foi administrador do Hospital de Abrantes.

A morte de Tomás Alcaravela acontece menos de um mês depois de uma estudante portuguesa de 23 anos, Maria João Neto, ter sido encontrada sem vida na varanda de uma residência universitária, em Varsóvia, cidade onde estudava, na Polónia. Terá tentado subir pela varanda e escorregou.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG